domingo, 31 de maio de 2009

O QUE O CORAÇÃO UNIU, NADA SEPARA!


PARTE 1 - DESCOBERTAS

CRIS sempre aparentou ser uma criança normal como todas as outras.

Freqüentava a escola, fazia amizades.

Mas sua história é bem diferente da de uma pessoa comum.

Desde pequena CRIS ouvia dos seus pais sua verdadeira história, eles faziam questão que ela soubesse que não era normal, era uma pessoa diferente, especial.

Seu pai era um vampiro e sua mãe uma bruxa, ambos haviam se apaixonado e contrariando todos de ambos os lados, lutaram por amor e ficaram juntos.

Amor este concretizado com o nascimento de CRIS.

CRIS então era mestiça, poderia desenvolver habilidades tanto de vampira como de bruxa, mas até aos 15 anos isso não havia se manifestado.

Tinha os cabelos pretos e lisos, pele muito branca, olhos castanhos escuros, um sorriso encantador e a voz suave.

Victória, sua mãe, era alta, esguia, cabelos longos castanhos e ondulados nas pontas, olhos castanhos e voz doce. Por magia poderosa havia conseguido fica imortal.

Laurent, seu pai, era alto, cabelos negros curtos, olhos que variavam do negro ao âmbar conforme o humor, pele muito branca. Aparência jovem mas tinha quase mil anos.

CRIS não se importava em ser diferente pelo contrário convivia bem com a idéia de que algum dia suas habilidades iriam se manifestar e poderia ser tanto para logo como mais para frente.

Sabia alguns feitiços que aprendeu com a mãe e de todas as habilidades que poderia ter como vampira, como força e velocidade, além da imortalidade.

Certa noite não dormiu direito, seu sono foi perturbado por visões confusas.

Estava no meio de uma floresta escura, uma vasta neblina densa e uma voz sinistra a chamava.

Era uma voz forte e grave e ao mesmo tempo hipnotizadora. Caminhava sem rumo seguindo a tal voz.

Sentia uma vontade incontrolável de gritar.

Logo ao longe avistou alguém com um capuz preto, não pode ver o rosto e conforme se aproximava sentia o coração apertar.

Acordou e ficou relembrando aquele sonho estranho. Dormiu quando já amanhecia.

Victória, preocupada foi até seu quarto ver porque ainda não havia acordado.

A encontrou em sono profundo ainda e a chamou:

- Filha, acorda, já está tarde.

CRIS abriu os olhos devagar.

Sua mãe ficou espantada quando vê que seus olhos estavam diferentes, da cor dos olhos de Laurent, quando ficava nervoso, negros.

Victoria chama por Laurent:

- Corre aqui amor, rápido.

Laurent entra no quarto logo depois em poucos segundos.

- Olha os olhos de nossa filha. Estão como os seus quando fica nervoso, negros – Diz Victoria.

- Tem toda razão, acho que chegou a hora de nossa menina desenvolver suas habilidades.

CRIS ainda não estava caindo em si. Seus pensamentos estavam no estranho sonho que havia tido.

Algo estranho acontece, seus pulsos começam a arder incontrolavelmente a fazendo gritar de dor e deixando seus pais apavorados.

Dois símbolos aparecem sob a pele nos pulsos de CRIS. Um é símbolo da bruxaria:

Selo de Salomão: é um antigo e poderoso símbolo mágico. Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triângulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo). O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizado por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos.

E o outro Fênix simbolizando Imortalidade. Característica essa dos vampiros, seres imortais.

Os pais de CRIS agora tinham a certeza que ela teria os dois lados. Só não sabiam de que forma isso iria manifestar, era um mistério, teriam que descobrir junto com ela.

Longe dali um sorriso malicioso era refletido em um cálice de vinho nas mãos de Bruce.

Um vampiro que apesar da aparência jovem era um ancião de 1000 anos. Sua expressão facial era suave, tinha um rosto formoso, olhos cor de sangue, tinha um porte altivo, forte, alto, cabelos curtos, era um vampiro bem sedutor.

Ávido de poder e ganância, maldoso, cheio de ódio e que sempre buscava alternativas para ficar mais poderoso.

Um dos seus pontos fortes incontestáveis era o poder que exercia na mente das pessoas. Era um ótimo hipnotizador.

Falou consigo mesmo:

“- Enfim a doce garotinha mestiça começou a se transformar, logo isso significa que vai ser tornar poderosa bem rápido. Preciso fazer uma visitinha á ela, ficar perto, para quando a transformação acontecer. Seu sangue me dará infinitos poderes. Será uma pena ter que morder aquele pescoço tão jovem e cheio de vida. Essa é a desvantagem de ser uma mestiça, ela pode ser imortal mas tem o corpo vulnerável como o da mãe bruxa.”

“ – Por outro lado essa parte vulnerável tem suas vantagens, ela pode me ouvir e assim tudo que eu mandar ela fazer , ela vai obedecer, não vai me dar trabalho algum faze-la vir até mim.”

Soltou uma risada sarcástica.

CRIS dormiu o dia todo naquele dia, enquanto seus pais conversavam a respeito do que havia acontecido.

Embora o sonho que havia tido fosse perturbador CRIS não havia contado nada a eles.

Victoria e Laurent conversavam na cozinha. Já havia anoitecido e nada de CRIS acordar.

No quarto CRIS abre os olhos e se depara com a figura do seu sonho.

Uma pessoa com um enorme capuz preto estava ao seu lado na cama:

- Quem é você? Como entrou aqui?

- Shiiiiiiiii, não se assuste. Confesso que para uma mestiça é muito encantadora, vim matar minha curiosidade e conhecê-la. Sei que em breve será muito poderosa, isso me interessa muito. Vai me ver sempre a partir de hoje e quando estiver pronta tenho grandes planos para nós dois.

A voz de Bruce era melodiosa, grave deixando CRIS totalmente envolvida e sem reação. Bem como sua figura sedutora.

- Levante-se. – Ordenou.

CRIS obedeceu.

Bruce pegou seus pulsos e fitou com os olhos brilhando as duas marcas sob sua pele.

Postou-se atrás dela, erguendo seu cabelo e sussurrando em seu ouvido:

- Tem um pescoço lindo e um cheiro maravilhoso.

Nessa hora Laurent entra e joga Bruce contra a parede apertando seu pescoço:

- O que pensa que está fazendo com minha filha. – disse colérico.

Bruce parece não ter sentido golpe algum se soltando facilmente.

- Laurent! Quanto tempo desde que nos encontramos pela última vez! O dia que tive o desprazer de perder uma luta para você. Mas muita coisa mudou desde aquela época, estou mais forte agora e tenho certeza que acabaria com você facilmente. Mas não farei isso, pelo menos por enquanto, não vou assustar sua doce filha.

- Não respondeu a minha pergunta, o que quer com ela?

- Bom estava curioso em conhecer uma mestiça, e confesso que é fascinante.

- Fique longe dela, ouviu. Não vou deixar que a machuque, seja lá qual for suas intenções.

- Não vou ficar longe dela, caro Laurent. Sabe minha condição de rastreador ou caçador, e eu quero sua filha para mim. E eu vou ter. Não importa para onde vão, vou sempre saber onde ela vai estar, sei o seu cheiro, sua freqüência mental, o ritmo do seu coração.

Laurent foi tomado de raiva ouvindo Bruce:

- Não vou deixar desgraçado, eu te mato antes de tocar nela novamente.

- Essa eu pago para ver, Laurent. Mas isso não vai acontecer. E vou fazer questão de morder o pescoço e beber o sangue da sua filha na sua frente, ela vai me dar tudo que eu quero, um poder incalculável.

Dizendo isso Bruce saiu pela janela num piscar de olhos, deixando para trás Laurent e Victória arrasados.

CRIS voltava do transe aos poucos, sendo então abraçada pelos pais.

Lembrava-se vagamente do que havia acontecido.

Laurent e Victória tomam uma decisão, iriam encontrar James um bruxo poderoso que comandava uma enorme escola de bruxaria e pediriam ajuda. Ele era um velho amigo de Victória e com certeza a ajudaria.

Deixariam CRIS sob os seus cuidados até descobrirem uma forma de acabar com Bruce.

Sabiam que ele não poderia se aproximar da escola.

Eram algumas regras estabelecidos entre as duas raças, o de manter uma certa distância dos lugares onde um ocupava.

Não seria o suficiente, mas era um empecilho, estavam contando com isso para que CRIS não ficasse desprotegida, durante suas ausências em busca de informações.

A escola ficava no meio de uma floresta densa, em uma cidade de clima úmido, nublado e frio.

Chegaram. Os aprendizes de bruxos estavam no horário de intervalo no pátio.

CRIS se escondia sob um capuz preto, o que chamou grande atenção de todos inclusive de ROBERT um bruxo de 18 anos considerado o melhor aluno da escola. Alto, magro , olhos verdes, cabelos dourados curtos e espetados, meio que desarrumados. Rosto com expressão forte e com uma beleza fora do comum.

ROBERT ficou curioso em saber quem era, algo no seu intimo dizia que devia procurar saber e seguiu-os sem ser notado, ficou escondido atrás das pilastras perto da sala de James.

James recebeu Victoria com alegria.

- Victória, minha melhor aluna, quanto tempo. Estou feliz em vê-la novamente. A que devo a honra da visita?

- James, preciso da sua ajuda, mais do que nunca. Só que dessa vez não é tão simples. Eu e Laurent precisamos ir à procura de algumas informações importantes e não temos onde deixar nossa filha CRIS.

- Terei o prazer em hospedar sua filha aqui por algum tempo, não vejo onde está o problema.

- James, sabe onde está o problema. Sabe que ela é uma mestiça e suas habilidades estão começando a aparecer, não sabemos como vai ser. E outra tem um rastreador atrás dela. Embora tenha o acordo não sabemos o que ele pode fazer para chegar perto dela novamente.

- Victoria, Laurent não se preocupem, cuidarei bem dela. Agora vamos entrar e vocês me contam tudo a respeito. Mas antes quero ver o rosto da sua filha e conhecê-la.

CRIS tirou o capuz e se apresentou á James educadamente.

- Linda sua filha, Victória, aposto que esse tempo aqui vai fazer muito bem a ela, poderá aprender magias novas.

ROBERT ouvia a conversa atentamente, mas ficou confuso com tudo. Mestiça? Rastreador? Habilidades desconhecidas? Só sabia que aquela garota era encantadora, linda e se sentiu balançado por ela.

Tentaria descobrir mais a respeito.

Dentro da sala Victória e Laurent contaram tudo a James. Iriam procurar uns registros antigos da vida de Bruce e descobrir um jeito de pará-lo, seria uma árdua procura, mas estavam determinados a conseguir.

Despediram-se de CRIS emocionados, mas prometendo voltar logo.

James levou CRIS em um andar superior da escola e a acomodou em um quarto que tinha uma sacada e uma janela grande:

- Espero que goste de ficar uns tempos aqui. Se quiser pode descer hoje mesmo para observar uma de nossas aulas de magia.

- Obrigada, vou arrumar minhas coisas e desço, estou curiosa para aprender magias novas. Minha mãe me ensinou uma boa parte, mas como minhas habilidades não se manifestaram até então não pude ainda experimentar.

James deixou CRIS sozinha.

Ela olhava para suas marcas em seus pulsos e ficou pensativa, não queria que os outros alunos vissem que ela era diferente.

Colocou uma camisa branca de manga longa, assim esconderia suas marcas, e desceu para o pátio.

Todos os alunos de uma turma estavam reunidos em volta de James aguardando ele começar a demonstração. Vendo a se aproximar disse:

- Primeiro quero apresentar uma nova colega para vocês, seu nome é CRIS, ela vai passar algum tempo conosco e espero que a recebam muito bem e tenho certeza que vão aprender muito com ela também.

CRIS acenou e disse um olá para todos, que responderam e retribuíram o aceno.

Dentre os colegas da turma estava ROBERT que não tirava o olhar sobre ela, o que a deixou sem jeito.

James ensinou os alunos a combustão, ou seja, fazer coisas pegarem fogo, a explicação era complexa, muitos alunos tinham em seus rostos sinais de interrogação.

Ele pediu para que cada um pegasse um graveto e tentassem fazê-lo queimar.

Todos tentaram, mas a maioria não conseguiu.

ROBERT ficou por ultimo e para espanto de todos conseguiu com que o pedaço de galho se queimasse em segundos, sendo aplaudido, não era a toa que era o melhor aluno da escola.

James se aproximou de CRIS:

- CRIS porque não tenta?

Todos se espantaram, afinal era uma recém chegada, claro que não conseguiria.

- Não sei se devo. – CRIS disse sem jeito.

- Tente. – disse James convicto que ela conseguiria.

CRIS pegou um galho e concentrou-se, seus olhos mudaram de cor ficando negros e logo o galho estava em chamas, queimando rapidamente.

Ela sentia grande calor percorrer o corpo em direção as suas mãos, na verdade o corpo todo estava assim, era incontrolável, tanto que uma árvore verde e frondosa que havia logo atrás de onde estava logo ardia com labaredas enormes.

James se aproximou com cautela dizendo calmamente:

- Tudo bem CRIS, pode se acalmar agora, conseguiu e agora precisa se controlar.

CRIS aos poucos foi se acalmando e o calor foi diminuindo, até seu corpo voltar á temperatura normal e seus olhos na cor normal. E se deparou com o resto da turma a olhando chocados, com a árvore em chamas ainda.

James perguntou:

- CRIS está tudo bem com você?

- Estou, mas não devia ter feito isso, poderia ter causado problemas. Não consegui me controlar.

Saiu correndo em direção ao quarto, seu medo era daquela situação ter acabado mal e machucado um daqueles alunos.

James explicou a turma que alguns conseguem fazer o que CRIS fez sem problema algum, mas eram raras as vezes que aconteciam.

ROBERT ficou pasmo, então era isso a questão das habilidades desconhecidas. Ficou fascinado.

No quarto enfiada com a cara no travesseiro CRIS refletia, pela primeira vez começou a temer suas habilidades, de como elas poderiam oferecer perigos ás outras pessoas.

Desejou não ser diferente. Talvez, seria a questão de conversar com James e não participar de aula nenhuma.

James logo que terminou a aula foi a sua procura e bateu à sua porta perguntando se poderia entrar.

Diante do sim entrou e sentou-se em uma pequena banqueta perto da cama de CRIS:

- Não quero que o que aconteceu hoje seja impedimento para que você continue aprendendo. Sei que deve ter ficado assustada, mas tem que aprender a usar suas habilidades e controla-las. Só assim encontrará seu equilíbrio.

- Tenho medo de machucar alguém, de não conseguir parar.

- Não tema, sempre estarei do seu lado para que isso não aconteça, confie na sua determinação. Amanhã termos nova aula e gostaria que participasse como hoje.

- Tudo bem, se vai me ajudar a não passar dos limites eu concordo.

James saiu satisfeito, CRIS tinha muito que aprender, era uma jóia bruta que apenas tinha que ser lapidada.

Naquela noite CRIS foi perturbada por sonhos estranhos novamente. Sonhou com Bruce a olhando fixamente e dizendo:

“– Não importa onde se esconda, ou fuja, seu cheiro está no meu corpo, você me pertence e mais cedo ou mais tarde vai vir para mim, vou saciar minha sede de poder com seu sangue............”

CRIS acordou suada e com suas marcas em brasa, levantou e foi até a sacada tomar um ar.

Estava uma noite nublada e de ar úmido. Logo a ardência nos pulsos passou, mas ela não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte embora não tivesse dormido não tinha sono algum, talvez seu lado vampira estivesse aparecendo, não precisaria dormir se não quisesse.

Uma curiosidade apareceu em CRIS será que seria forte e rápida como seu pai?

Resolveu conferir. Saiu do quarto e atravessou o longo corredor, saindo por trás da escola e chegando a um descampado longe das vistas de todos.

Era cedo demais então todos ainda estavam dormindo, ou quase todos.

ROBERT estava acordado e a viu sair e a seguiu.

No descampado havia uma pedra enorme.

CRIS começou a correr em uma velocidade enorme em volta dela que perdeu as contas de quantas voltas deu nela.

Depois deu um soco nela, não usou tanta força, mas ela se abriu ao meio. As dúvidas estavam respondidas.

CRIS era forte e rápida como seu pai.

ROBERT observava tudo e ficava mais intrigado. Afinal quem seria ela? Com tamanhas habilidades?

CRIS sentiu o cheiro dele. Outra habilidade herdada do pai:

- ROBERT, sei que está ai me observando, pode sair.

Ele ficou abismado quando a ouvir chamar.

Saiu de onde estava e caminhou em direção á ela.

- Como sabia que estava aqui? – perguntou desconfiado

- Senti seu cheiro.

- Não cheiro tão ruim para tanto!- falou meio ofendido.

- Não iria entender, só espero que não saia por ai contando o que acabou de ver.

- Não conto se você me explicar algumas coisas.

- Sinto desapontar, mas vai ficar com suas dúvidas, melhor assim.

- Quero saber o que você é realmente, você é diferente e faz coisas incomuns!

- Não gostaria de ter uma pessoa como eu por perto, não gostaria de saber o que eu sou. – dizendo isso CRIS saiu rapidamente em questão de segundos sem dar tempo de ROBERT falar mais alguma coisa.

Nos dias que se seguiram CRIS freqüentava as aulas de James e sempre conseguia fazer as magias corretamente, conseguia se controlar, já era um grande progresso.

Mas os olhares de ROBERT a incomodavam, era como uma faca apontada para o pescoço.

E se ele espalhasse o que havia visto no descampado para o restante da turma? Será que poderia confiar no silêncio dele? Era um risco que estava correndo agora.

Dias e mais dias se passaram e ROBERT não havia contado nada a ninguém o que deu certo alívio para CRIS.

James anunciou á turma que fariam um baile na escola.

Baile esse tradicional onde todos tinham que participar.

Todos ficaram animados com isso e já formando pares.

CRIS estava com o pensamento longe, no que seus pais estariam fazendo, não tinha noticias deles desde que partiram.

Assustou-se com alguém tocando seu ombro. Era ROBERT:

- Quer ser o meu par no baile?

CRIS ficou parada por alguns instantes e murmurou:

- Você é um tanto teimoso não acha? Não lhe disse que seria melhor ficar longe de mim?

- É pode se dizer que sou muito teimoso e curioso. Sabe que não vou descansar enquanto não descobrir tudo a seu respeito. E um simples baile não vai te incomodar vai? – abriu um sorriso que a desconcertou.

- Não sabe o que está dizendo. Mas tudo bem eu aceito ser seu par desde que não me faça perguntas.

- Combinado.

O baile foi naquele final de semana.

ROBERT ficou esperando CRIS no grande salão da escola devidamente decorado para a ocasião.

CRIS desceu a grande escadaria com um vestido tomara-que-caia longo liso roxo, um lenço em volta do pescoço na mesma cor, cabelos presos com uma tiara com pedras brancas e brilhantes. Estava com luvas três quartos na mesma cor do vestido, para não mostrar suas marcas nos pulsos.

ROBERT estava todo arrumado em um smoking preto e ficou impressionado com CRIS.

Ela parecia que tinha mais idade do que aparentava e sua pele branca contrastando com o lindo vestido a deixava mais atraente.

Como um cavalheiro deu o braço e conduziu CRIS até o salão.

Uma musica lenta e melodiosa começou a tocar e delicadamente ROBERT passou o braço na cintura dela a fazendo ficar bem próximos, segurou a outra mão no alto.

Ela podia sentir o palpitar e a respiração dele em um ritmo uniforme.

O cheiro do corpo dele era muito bom, envolvente. Podia sentir o calor de seu sangue correndo nas veias.

Pela primeira vez ela sentia que seu lado vampira estava mais forte. Sua boca pedia pelo pescoço dele, estava a ponto de cometer uma besteira quando escuta ele dizer:

- CRIS está se sentindo bem? Está branca, pálida.

Ela meio que saindo do momento responde:

- Acho que sim, seu cheiro me perturba.

- Ah! Você de novo com essa história do meu cheiro. Isso me deixa nervoso. Passei um ótimo perfume hoje.

- Não me entenda mal, mas tem que ficar longe de mim de qualquer jeito senão cometo uma besteira sem tamanho uma hora dessas.

Deixou o salão quase correndo e tentando se controlar, fazendo ROBERT ficar mais em dúvida ainda.

No quarto CRIS tentava entender o que havia sentido.

Até então não tinha dado a rompantes de querer morder alguém, sempre se alimentou como uma pessoa normal.

O jeito era manter distância de ROBERT por medida de segurança.

Fechou os olhos, queria dormir como uma pessoa normal. Mas foi um erro. Bruce estava conectado com ela e a envolveu nos pensamentos:

“-Olá minha querida, estou vendo que está descobrindo suas habilidades, está ficando cada vez mais forte. O que acha que vir me ver agora. Sinto sua falta, preciso sentir seu cheiro, tocar em você, talvez já esteja pronta para mim. Siga minha voz e me encontrará não muito longe de onde você está, vou estar te esperando.”

CRIS era como uma marionete para Bruce, ele falava e ela obedecia.

Saiu com facilidade pela janela e alcançou a floresta.

ROBERT estava desapontado com que havia ouvido de CRIS e estava no pátio e se assustou quando a viu pulando de tamanha altura e indo em direção á floresta.

Foi atrás mesmo sabendo que ela poderia descobrir.

A floresta estava escura por causa do tempo embora não havia caído a noite ainda, estava úmida e tinha uma densa neblina.

CRIS caminhava com o olhar fixo seguindo a voz de Bruce em sua mente:

“- Isso querida, vem pra mim.........”

E respondia:

“ – Já estou indo.............Bruce...”

ROBERT notou que alguma coisa não estava normal, ela estava estranha, se pôs na sua frente:

- CRIS??? Está tudo bem?

Ela continuava a caminhar como se ele não estivesse ali.

Sem saída ROBERT segura os braços de CRIS a impedindo de seguir.

Ela então o joga contra uma árvore com toda a força, só não se machucou porque ele usou uma magia que amorteceu o impacto.

Ele não tinha escolha e não poderia deixá-la ir mais fundo na floresta, pois logo estariam no limite da escola e sair dela significava castigo além de perigos que iriam passar.

Usou da sua magia e jogou CRIS longe, mais precisamente era para voltarem de onde haviam vindo, mas algo saiu errado e ela não se protegeu como devia e acabou batendo com tudo contra uma árvore, a fazendo ruir e a deixando desacordada.

ROBERT achou que a havia matado, chegou perto e notou que apenas estava desacordada.

Era a chance de tirá-la de lá e buscar respostas com James.

Depois daquilo tudo ele teria que dizer o que estava acontecendo.

Carregou CRIS ate a escola, todos estavam no baile ainda, mas sabia que James estaria em sua sala.

Abriu a porta e entrou sem cerimônia.

James se assustou ao ver CRIS desacordada.

- O que aconteceu ROBERT?

- CRIS estava indo em direção a floresta, estava no limite da escola, e estava estranha, como que hipnotizada, me jogou longe, tive que usar magia para não me quebrar todo contra uma árvore. E eu sei que não devemos passar dele então usei magia contra ela, achei que ia se defender como eu fiz, mas não foi o que aconteceu. Ela bateu com toda força contra uma árvore que caiu fácil com o impacto e ela ficou desacordada.

- Tudo bem ROBERT ela vai ficar bem pode ir que eu cuido dela agora.

- Não, professor! Preciso saber algumas coisas, não pode me esconder isso, eu já notei que ela não é como nós.

- ROBERT! Não sei se está preparado para saber.

- Eu preciso saber! Isso está me deixando cheio de dúvidas.

- Tudo bem, mas o que eu lhe contar morre aqui.

- Eu prometo.

- Tire as luvas dela e veja seus pulsos.

ROBERT estranhou, mas obedeceu.

Ficou olhando as marcas espantado.

- Sabe o que significam essas marcas?

- Bem o selo de salomão sim, é um símbolo dos bruxos. Ela é uma como nós.

- Mas e o outro símbolo?

- È uma fênix, mas para nós não tem significado.

- Para nós não, mas a fênix significa imortalidade, característica essa dos vampiros.

ROBERT ficou mudo.

James continuou:

- Você está diante de uma mestiça, ela é filha de um vampiro e de uma bruxa. Por isso tem habilidades fora do comum. Está aqui porque seus pais precisaram ir para muito longe pesquisar sobre um vampiro chamado Bruce, um rastreador ou caçador como eles chamam, ele é muito poderoso por controlar mentes facilmente e está obcecado pelo sangue dela, pois isso vai dar mais poder a ele.

ROBERT abriu e fechou a boca em sinal de espanto:

- Ela estava indo para ele então?

- Porque diz isso?

- Porque enquanto ela ia caminhando ela dizia: “ Já estou indo.... Bruce”

E como o professor disse que ele controla mentes.

- Você tem razão, ele de alguma forma a alcança a onde ela esteja. Isso fica complicado. Como você viu, ela tem uma força enorme, e habilidades fora do comum, não sei como impedi-la de sair, não vamos conseguir segurá-la. A não ser que encontremos uma magia para bloquear a hipnose de Bruce, mas acho pouco provável.

ROBERT ficou pensando por alguns minutos, tudo se encaixava perfeitamente.

A força e velocidade de CRIS eram características de vampira.

Estremeceu ao lembrar do baile. Sobre o que ela havia falado do cheiro e de cometer uma besteira.

-James, posso fazer uma pergunta?

- Claro que sim.

- Ela como vampira, pode chegar a morder alguém? Tipo para se alimentar?

- Que eu saiba ela se alimenta normalmente como uma pessoa. Porque pergunta isso?

- Porque no baile ela chegou a me dizer que meu cheiro a perturbava e poderia cometer uma besteira.

- Bom agora você me deixou em dúvida, acho que a melhor forma de se saber vai ser perguntar a ela quando acordar.

ROBERT ficou meio apavorado com aquilo.

Não seria perigoso deixar uma meio vampira solta no meio de tanta gente normal? E se ela resolvesse atacar para se alimentar de sangue? Isso fez seu estômago embrulhar.

- ROBERT? Está tudo bem? – perguntou James.

- Sim professor, só pensando um pouco.

- Pode carregar ela para o quarto? Com certeza amanhã ela já vai estar novinha novamente, poderemos conversar com ela e esclarecer algumas coisas.

- Ah, sim professor. – ROBERT respondeu meio desconfiado se seria boa idéia ele levar ela para o quarto. E se ela acordasse e o atacasse? Teria tempo de se defender? Pegou ela no colo e foi falando mentalmente: “-Ela não vai acordar, ela não vai me atacar, coragem ROBERT.”

Chegou ao quarto e a deixou sobre a cama com cuidado, cobriu com um fino lençol, saiu sem fazer barulho.

Já fora do quarto, respirou aliviado.

Naquele dia CRIS dormiu como uma pessoa normal.

Foi uma noite sem sonhos estranhos e melhor sem os chamados de Bruce.

Bruce estava totalmente irritado com isso, queria ter visto ela naquela noite, assim saberia quando ela estaria pronta para ele.

Mas sabia que cedo ou tarde ela viria até ele, só teria que ter paciência.

Amanheceu o dia, CRIS acordou e só se lembrava de algumas cenas da noite anterior e mais nada. Eram flashs sem sentido.

Olhou para as mãos sem luvas, não fazia idéia de como tinha ficado sem elas ou como havia ido para o quarto na noite anterior.

A imagem de ROBERT veio com força:

“ROBERT, a chave para saber o que me aconteceu na noite anterior”. Preciso ir falar com ele. – Pensou.”

Disposta a isso tomou um banho, arrumou-se e foi procurar por ele.

Não foi difícil encontra-lo sozinho, sentado em um banco, debaixo de uma árvore, pensamento ao longe.

- ROBERT. Chamou com voz melodiosa.

- Sim. Ele respondeu como se uma corrente elétrica atravessasse seu corpo o fazendo estremecer.

- Preciso saber o que aconteceu ontem.

- Porque não procura pelo professor James, ele vai dizer. – disse com um tom ríspido e ao mesmo tempo aparentando nervosismo. Foi saindo de perto.

CRIS não deixou, segurando seu braço, usando um tanto de força e fazendo notar que a cor de seus olhos agora estavam negros.

- Por favor! Não fuja de mim! Não me faça sentir pior do que me sinto. – CRIS o olhou com súplica.

ROBERT não resistiu á aquele olhar e a voz doce, voltou a se sentar.

- O que quer saber? Que quase me matou ontem?

- Me desculpe, eu não me lembro do que eu fiz e....... juro que não era minha intenção. Eu não quero machucar ninguém.

- Eu sei da sua história, James me contou tudo ontem depois que te levei de volta á escola.

- Por isso não queria conversar comigo? Agora você tem medo de mim?

Eu disse que era melhor você ficar longe. – disse desapontada.

- Confesso que ontem você me deixou com medo sim, estava tão estranha, parecia não estar nesse mundo. E quando soube que era meio vampira, muita coisa se encaixou, como o que me disse no baile sobre meu cheiro. Seria capaz de me morder?

- É difícil dizer, complicado..... Eu nunca tiver vontade de beber sangue humano. E ontem você tão perto......... Seu cheiro era tão bom. A vontade era enorme, realmente ia fazer besteira, foi por pouco. Isso me causa medo, não sei se tenho total controle das coisas que faço.

- Wow , agora eu me arrepiei. Corria perigo e não sabia. Bom pelo menos eu sei que você me acha cheiroso. Tava achando desde o descampado e no baile que eu não cheirava bem. – tentou ser engraçado para diminuir a tensão da conversa.

- Mas então pode me resumir o que aconteceu ontem comigo?

- Ah sim, com certeza.

ROBERT resumidamente contou tudo o que havia acontecido.

Pela face de CRIS agora corriam lágrimas.

Bruce não a deixaria em paz e o pior é que poderia ter matado ROBERT. Queria sumir para bem longe, ou até uma idéia maluca passou pela sua cabeça, procurar Bruce e acabar logo com aquilo.

- Ei, não chore não é culpa sua. E vamos encontrar uma solução.

- Não tem o que fazer, isso só vai terminar quando Bruce conseguir o que quer, eu.

- Não fale besteira, ele não pode beber seu sangue, não pode conseguir mais poder, ela vai causar grandes destruições com isso!

ROBERT agora envolvia CRIS em um abraço apertado sem se importar com o temor que tinha desde que soube da condição de meio vampira dela.

CRIS se deixou abraçar, podia sentir o calor de seu corpo, ouvir os batimentos de seu coração, o cheiro do seu corpo novamente, antes que fosse tomada pelo desejo de querer seu pescoço afastou-se:

- Não......., não posso ficar tão perto de você, seu cheiro é uma tentação e tanto, eu ainda não confio em mim.

ROBERT riu.

- Do que está rindo? Isso não é motivo para rir!

- Você diz isso para mim, que eu sou uma tentação e tanto para você, mas será que se deu conta que é a mesma coisa para mim?

- O que.... quer dizer com isso?

- Tudo em você é fascinante, atraente, sua voz, seu rosto, seu sorriso, sua pele, seus olhos. Tanto que agora pouco quando me chamou tive vontade de sair correndo e quando me olhou e pediu eu fiquei sem reação.

- Não seja bobo, nem sei o que dizer, melhor pararmos por aqui....

Nesse momento James se aproxima de ambos:

- CRIS sua mãe deu notícias.

- E então, descobriram alguma coisa?

- Sim, de certa forma. Descobriram alguns registros de uma pessoa idêntica a você que viveu à algumas centenas de anos atrás, assim como você era filha de um vampiro com uma bruxa. Bom a transformação completa, digo suas habilidades entram no estágio completo depois de duas semanas após completar 15 anos.

- Ou seja, eu tenho somente menos de uma semana. – CRIS estremeceu. E o que mais que minha mãe disse? Acharam alguma coisa contra o poder de Bruce?

- Infelizmente nada, sinto muito.

- Tudo bem, sem problemas, com certeza ele deu um jeito de sumir com tudo. E quando meus pais voltam? Eles disseram?

- Eles disseram que vão tentar um ultimo lugar de pesquisa, mas que voltam antes de se completar o prazo.

- Isso é bom vou ver eles então. – disse em tom desanimado.

- Não fique assim CRIS, não vamos deixar Bruce chegar perto de você. – ROBERT disse.

- Melhor não se envolverem mais, pode acabar mal, deixa que com ele eu me entendo, esse é um problema inteiramente meu, eu tenho que dar um jeito de resolver sozinha, sem que ninguém se machuque. – CRIS se afastou e foi em seu quarto.

ROBERT ia dizer algo, mas foi impedido por James.

- Não se preocupe ela é mais forte do que pensamos, ela vai dar um jeito nisso, vamos fazer o que ela diz e deixar os fatos correrem por conta.

No quarto, várias coisas vieram aos pensamentos de CRIS.

Talvez ela pudesse se proteger do controle de Bruce, dar um jeito de sair do transe que ficava quando ele a chamava, essa seria uma forma talvez de se livrar dele por mais algum tempo.

Resolveu tentar, já que ele entrava facilmente em seus pensamentos, não seria difícil entrar nos dele.

Sentou-se sobre a cama e se concentrou, logo ouviu sua voz:

“ Ora, ora, o que temos aqui, minha querida, doce garota vindo a minha procura? Isso é muito bom. Sinal que está adquirindo novas habilidades. Naquele dia nosso encontro foi repentinamente interrompido, fiquei tão desapontado e ao mesmo tempo irritado com aquele seu amigo curioso e intrometido. O dia que ele se meter de novo não será nada bom para ele.”

“-Deixe ele fora disso, ele não tem nada a ver com isso.”

“-Hum e o que estaria disposta a fazer para eu deixar seu amigo em paz?”

“-Tudo o que quiser, desde que não machuque ele e nem ninguém desse lugar.”

“-Isso é ótimo, então quero que venha até mim agora! Preciso te sentir, pelas minhas impressões suas habilidades estão quase se completando. Ah como eu sei que seu amigo anda te seguindo, porque não tenta um dos truques de bruxaria, o tele-transporte? Sei que deve saber como fazer, pelo menos isso evitaria aborrecimentos.”

“-Está bem, eu vou.”

CRIS relaxou sobre a cama, não tinha se saído tão ruim, pela primeira vez enquanto ouvia Bruce havia se mantido consciente e não se deixou dominar por ele. Voltou a se concentrar, fechou os olhos, iria ao encontro dele. Lembrou das explicações da mãe a respeito do tele-transporte e se concentrou.

Quando abriu os olhos, estava no meio de uma clareira na floresta, o mesmo ar úmido e a neblina densa da outra vez.

Bruce estava á sua frente com a mesma capa preta e o olhar sinistro:

“– Boa garota, chegue mais perto........”

CRIS se esforçava para manter-se sã, mas estava ficando difícil, seus pés não queriam mais obedecer tanto que quando se deu conta estava a apenas alguns centímetros de Bruce, tanto que podia sentir seu hálito gelado, suas mãos de mármore frias tocando seu cabelo e seu pescoço.

“–Saudades do seu cheiro minha querida, preciso saber quanto tempo mais vou ter que esperar, preciso que se deite no chão.........”

Em questão de segundos, CRIS estava deitada.

“–Lamento que tenha que te machucar um pouquinho hoje querida.” – foi tirando um punhal de prata de baixo da capa.

CRIS se apavorou e se concentrou, não poderia ficar esperando ele fazer alguma coisa, nisso saiu do controle dele e o empurrando para longe, o fazendo bater em várias árvores que caíram causando forte barulho.

Não causou nenhum dano a ele, que rápido como um raio já estava ao seu lado segurando seu braço e a jogando longe, a fazendo bater em árvores também.

“–Querida não torne as coisas mais difíceis, tem muito que aprender ainda, não está completa, assim só vai se machucar sem necessidade, seu lado bruxa ainda é muito vulnerável, então seja boazinha..”

Bruce pegou CRIS sem dó a jogando novamente contra as árvores.

Ele estava certo CRIS ainda não tinha controle sobre algumas coisas, foi facilmente dominada por ele novamente.

Completamente imobilizada por ele no chão, sentiu seu pulso ser cortado pelo punhal e o calor de seu sangue escorrer pelo braço.

Bruce lambeu com gosto.

“-Seu sangue é ótimo querida, em menos de uma semana vai estar pronta e vou querer mais do que poucas gotas, quero ele todo para mim.”

CRIS no limite do esforço se tele-transportou de volta.

Mas em vez de voltar ao seu quarto foi parar no corredor, justo na hora em que ROBERT passava por ele.

Ele ficou assustado, CRIS estava toda suja e com manchas de sangue na blusa branca:

- CRIS o que está acontecendo? O que foi que você fez?

- Não me pergunte nada agora. Só não conte nada a James e me ajude a ir para o meu quarto, só isso.

ROBERT fez o que CRIS pediu, a ajudou a chegar até seu quarto.

- Obrigada pela ajuda, agora me deixe sozinha, preciso dar um jeito nesse meu estado lamentável, depois eu te procuro para contar tudo, eu prometo.

- Não quer ajuda com o corte no pulso?

- Não, eu dou um jeito nisso pode deixar,

- Tudo bem. – disse saindo.

CRIS foi tomar um banho, ficou debaixo do chuveiro por longo tempo, quando viu para seu pulso já não tinha marca alguma do corte. Isso era bom, tinha poder de cura rápido, mas até que ponto poderia fazer isso? Bruce havia dito que iria querer todo seu sangue, será que poderia se recuperar depois? Dúvidas e mais dúvidas e todas sem resposta.

Saiu do quarto e deu de cara com ROBERT em frente dele, encostado na pilastra.

- Já ia te procurar.

- Eu nem sai da frente do seu quarto, estou ansioso para que me conte tudo o que aconteceu.

- Acho que não podemos conversar no meio do corredor. Vamos conversar no meu quarto então.

- Tudo bem.

Depois que ROBERT entrou CRIS fechou a porta.

Sentaram-se na beira da cama.

CRIS contou tudo que havia feito.

ROBERT esperou ela terminar e disse:

- Acho que você além de ser uma mestiça é uma completa idiota, sem noção. Sem juízo algum nessa cabeça. Onde já se viu se entregar de bandeja para Bruce, podia não estar aqui agora. – ROBERT disse em tom alterado.

- Não tinha outro jeito, ele nunca vai me deixar em paz, melhor eu me conformar com isso. Isso só acaba quando ele conseguir o que ele quer.

- Não diga isso nem de brincadeira. Não pensa que será pior dar mais poder a ele?

- Sei, mas nisso ele pode machucar pessoas inocentes, pessoas que eu gosto, pessoas que eu amo e principalmente..... – CRIS ia dizer que era ele, mas parou no meio da frase e ficou de cabeça baixa.

- Principalmente........ – quis saber ele.

- Nada não, não sei mais o que estou dizendo.

ROBERT estava bem próximo de CRIS, pegou seu queixo e ergueu seu rosto olhando nos olhos.

- Não confia em mim? Termine a frase... – ele no fundo sentia que ela temia por ele. E ele sentia a mesma coisa por ela.

- Eu..........- CRIS não conseguia dizer.

ROBERT estava a poucos centímetros de CRIS.

Ela podia sentir seu hálito quente, a respiração ficando acelerada, a mão quente sob suas costas.

O beijo foi inevitável, um beijo intenso e cheio de amor.

ROBERT era muito carinhoso e cuidadoso sabia que não poderia se exceder.

CRIS sentia o calor do corpo dele, sentia o cheiro dele tomar conta do seu de uma forma intensa. Seu instinto de vampira estava tomando seu corpo, empurrou ele sobre a cama e ficou sobre ele, seu sangue correndo nas veias fervia, beijava ele repetidas vezes e era correspondida. Passava a mão pelo seu corpo e sentia que ele ficava todo arrepiado. Desceu beijando seu pescoço e sentiu que ele se encolheu, se afastou:

- Ops, desculpa, melhor pararmos por aqui.

- Não, está ta tão bom, vamos continuar.

- Mas você se encolheu todo quando beijei seu pescoço, ainda acha que posso te morder. Pior que tem razão, não sei se consigo me controlar o suficiente.

- Eu sei que pode senão não tínhamos chegado a tanto. – puxou-a para perto dele na cama.

- Teimoso igual a você não existe!

- Não mesmo. ROBERT já estava sobre ela a enchendo de beijos.

Ficaram juntos assim por algum tempo, abraçados.

Apesar da proximidade dos corpos, CRIS sentindo o cheiro de ROBERT não desejava seu sangue mais, desejava o seu amor mais que tudo.

CRIS adormeceu, ROBERT saiu do quarto sem se fazer notar, deixaria ela descansando.

Já em seu quarto ROBERT relembrava as emoções vividas momentos antes, os beijos de CRIS e fez um juramento, não deixaria Bruce chegar perto dela novamente.

Pegou um livro grosso de magia e começou a procurar algumas novas, com certeza ia precisar.

Durante a noite CRIS voltou a ter os sonhos.

“Via ROBERT lutando com Bruce na clareira no meio da floresta.

Bruce fazia ROBERT sofrer, era muito forte, invencível, ia dar o golpe de misericórdia. CRIS gritou: “ -Não por favor, não o mate, eu imploro, peça tudo o que quiser mas deixe o vivo.” Bruce com o olhar em chamas larga ROBERT no chão e vem ao seu encontro e a segurando forte pela cintura diz : “ Sabe o que eu quero minha querida, seu sangue.” “-É todo seu mas deixe ROBERT vivo.”- diz convicta. “-Como queira.”- Bruce sorri vitorioso. “-Mas antes um beijo para selar nosso acordo minha querida” – disse encostando os lábios frios e duros nos seus. Era horrível. Logo depois seus dentes se cravaram em seu pescoço e sentiu todo seu sangue indo embora.....

CRIS acordou assustada e com a voz de Bruce ecoando dentro da sua cabeça: “-Quero seu sangue, quero seu sangue............”

Sabia que seus sonhos sempre tinham algum fundamento, não queria ver o sofrimento de ROBERT nas mãos de Bruce, tomou uma decisão, todos estavam esperando o prazo para que Bruce a procurasse novamente, iria adiantar esse prazo, iria antes ao encontro dele e se entregaria, evitando assim a terrível briga que havia sonhado.

Não conseguiu mais dormir.

Acordou cedo, saiu do quarto e foi caminhando pelo corredor, iria falar com James, saber se seus pais haviam dado mais notícias.

Quando braços a abraçam por trás. Era ROBERT a envolvendo e lhe dando um beijo.

- Bom dia! Dormiu bem?

- É dormi – mentiu – e fingiu leve sorriso, não podia deixar ROBERT desconfiar de nada.

- Que bom, pensei que a gente podia dar um passeio só nós dois lá no mesmo lugar onde você descobriu que eu te seguia só pelo meu cheiro. – sorriu.

- Pode ser, mas antes preciso falar com James e saber se meus pais deram mais noticias, me espera lá em baixo?

- Claro, meu amor.

CRIS bateu á porta da sala de James e entrou. Ele estava pensativo atrás de sua mesa, a vendo entrar:

- Como está CRIS?

- Bem, professor. Queria saber se meus pais deram mais noticias?

- Sim, estão voltando, devem estar aqui amanhã no começo da tarde, já que pelas contas suas habilidades estarão completas entre amanhã ou depois.

- Sei disso, amanhã ou depois. Disseram se acharam mais alguma coisa?

- Disseram que sim, mas que teriam que dizer pessoalmente a você.

- Tudo bem! Vou esperar. (mentalmente CRIS pensava: não vai dar tempo, não vou poder esperar, vou ao encontro de Bruce amanhã cedo). Obrigada.

A decisão estava tomada, passaria o dia todo com ROBERT, aproveitaria cada momento, seria uma despedida.

Saiu com ele de mãos dadas em direção a descampado onde havia descoberto suas habilidades de vampira.

Deitaram na grama e ficaram longo tempo abraçados, um fazendo carinho no outro. Hora ou outra trocando beijos. Era perfeito.

Tão perfeito que não viram o dia passar.

Voltaram e ROBERT deixou CRIS na porta do quarto:

- Durma bem meu amor.

- Você também.

Deram um ultimo beijo.

CRIS colocou todo o seu amor por ele nesse beijo, toda a intensidade da paixão que sentia por ele, tanto que ele estranhou:

- Ei parece que está se despedindo com um beijo desses.

- Me desculpa, acho que me empolguei, foi só.

- Não se desculpe gosto disso. – disse abrindo largo sorriso. Quero mais desses amanhã.

- Está bem. Até amanhã.

CRIS entrou no quarto com os olhos marejados que não demorou muito em virar lágrimas abundantes escorrendo por sua face. Sabia que não haveria um amanhã para ela e ROBERT.

Sentou na cama e escreveu uma pequena carta de despedida.

“ Pai, mãe me perdoem por essa atitude, sei que deveria ter esperado a volta de vocês, mas com certeza não iam me deixar fazer o que estou fazendo agora, estou indo ao encontro de Bruce.

É difícil vencê-lo, eu já tentei. ROBERT pode explicar melhor.

Bruce quer meu sangue, quer poder e com certeza não pensaria duas vezes em fazer mal ás pessoas que eu mais amo nesse mundo.

O único jeito é dando a ele o que ele quer.

Não suportaria ver ele machucando nenhum de vocês, principalmente ROBERT.

Meu amor, meu único amor, o bruxo mais teimoso que existe. Ainda bem porque ele me fez descobrir o amor, e em nome desse amor que peço que não tente ir me impedir, não vá atrás de mim. Viva sua vida da melhor maneira possível, por mim e por você, seja feliz. Ass: CRIS.”

Colocou a em um envelope e por fora colocou os nomes dos seus pais e de ROBERT. Deixou sobre a cama.

Sentou na beirada dela e ficou esperando dar o amanhecer.

Mentalmente mandou recado para Bruce dizendo que iria ao encontro dele. Ele sorriu maliciosamente e disse que esperaria ansiosamente.

A noite pareceu mais curta e logo amanheceu.

Trancou a porta do quarto, assim todos achariam que estaria dormindo ainda. Concentrou-se e se tele-transportou.

Logo estava na clareira. Bruce não estava lá ainda. Ficou apreensiva esperando.

Nisso Victória e Laurent chegam à escola e vão ao encontro de James.

- James! Nossa filha onde está? Precisamos falar com ela o mais rápido possível.

- Por ser muito cedo deve estar dormindo.

- Vamos ao quarto dela, precisamos acordá-la. Há uma saída.

- Qual?

- A parte bruxa pode salva-la. Ela facilmente controla o fogo, se ela conseguir concentrar toda sua força em combustão como a Fênix pode destruir Bruce facilmente, mas para isso ela teria que ficar bem perto dele, essa é a parte ruim.

James levou-os para o quarto de CRIS, encontraram ROBERT no meio do caminho e rapidamente explicaram.

Bateram á sua porta, não houve resposta.

Giraram a maçaneta e nada, estava trancada.

Usaram de magia para abri-la e se assustaram em encontrar o quarto vazio.

Acharam a carta e com tristeza a leram.

ROBERT entristeceu enquanto dizia:

- É tarde demais, não tem como chegar lá tão rápido.

Foi Victória quem disse:

- Até parece que não estuda magia, tem um jeito rápido, tele-transporte, me dêem suas mãos. Disse pegando na mão de ROBERT e Laurent. Victória se concentrou. Teria que dar certo.

Enquanto isso na clareira, CRIS estava esperando.

Só sentiu um vento gelado bater em suas costas e mãos pesadas e frias tocarem seu ombro, e um hálito gelado sussurrar em seu ouvido:

“- Enfim o grande dia.”

Bruce se postou em sua frente a agarrando pela cintura, a prendendo de uma forma a não escapar.

“- É toda minha, não sabe o quanto esperei por esse momento” – disse a beijando nos lábios.

Causando nojo em CRIS.

- Acaba logo com isso, não me torture mais. – CRIS disse com uma voz que parecia somente um sussurro de tão tensa.

- Calma querida, tenho que sentir pela ultima vez o calor do seu corpo. Disse percorrendo o ombro em direção ao pescoço dela com os lábios gelados.

- Sabe se eu não fosse tão egocêntrico e pensasse somente em mim mesmo até cogitaria a possibilidade de não beber todo seu sangue, e deixa-la viva e tornar minha esposa.

- Nunca, prefiro que me mate mesmo!!!

-Como queira então.

Seus dentes estavam prestes a se enterrarem no pescoço de CRIS quando uma forte rajada de vento sopra fazendo Bruce voar longe.

ROBERT vem correndo ao encontro de CRIS:

- CRIS, está tudo bem?

- Não, você não devia estar aqui, minha carta foi clara.

- Filha, não deveria ter se precipitado, tinha que ter nos esperado. – disse Laurent.

CRIS viu seus pais ali também:

- Nãoooooooo, nenhum de vocês deveriam estar aqui. Ele vai matar todo mundo. – disse chorando.

Nisso, Bruce já jogava tanto Laurent como Victória para longe, em seguida jogando ROBERT.

Bruce era muito rápido, ninguém teve tempo de se defender, e sua força era tamanha que os três haviam se machucado.

- Ótimo, isso está melhor do que eu esperava, vou ter platéia, ou seria um divertimento antes de me tornar mais poderoso. Quem vai querer morrer primeiro? Quem sabe o fiel amigo! O que acha minha querida – caminhava em direção a ROBERT caído ao chão.

- Nãooooooooooo, fique longe dele. Os olhos de CRIS mudaram de cor e em um acesso de raiva partiu para cima de Bruce com toda a força o jogando contra as árvores. Sem dar tempo de se levantar. CRIS foi até ele apertando seu pescoço com toda a força que tinha, mas não causava efeito algum.

Bruce ria sarcástico.

- Não lembra da ultima vez que me enfrentou querida, não me causou nada.

Rápido, era ele agora quem dominava CRIS a prendendo em seus braços.

CRIS lutava, mas não conseguia se soltar.

- Chega de brincar não acha querida, já adiamos esse momento por demais. – disse levantando seu cabelo.

- A Fênix ressurge das cinzas. – gritou Victória.

CRIS entendeu o recado, fogo, isso poderia acabar com Bruce.

Concentrou o mais que pôde, acumulando o máximo de energia que podia e fazendo a extravasar formando uma enorme bola de fogo ao seu redor e de Bruce.

Permaneceu assim por alguns minutos, aos poucos foi sentindo seus braços se soltarem, consegui ver que Bruce estava virando cinzas, provocando uma fumaça preta e com cheiro forte de enxofre.

Victória, Laurent e ROBERT observavam apreensivos, teria que dar certo.

CRIS estava sentindo que suas forças estavam no fim, as chamas foram diminuindo, ao mesmo tempo que seus sentidos foram se perdendo.

As chamas se apagaram e notaram CRIS desfalecendo.

ROBERT aproximou-se devagar, tocou nela, ainda estava quente e ela respirava.

Lágrimas corriam pela sua face. Seu grande amor estava salva.

E melhor que isso Bruce havia sido destruído.

Victória e Laurent abraçaram-se sorrindo.

“– Te amo tanto meu amor, vamos ficar juntos e nada vai nos separar.

- Também te amo ROBERT....................

O gosto do Beijo era real, seu cheiro era real.

A imagem de nós dois juntos era perfeita, mas aos poucos foi desaparecendo em meio a uma luz branca.”

CRIS abriu os olhos e notou que estava em seu quarto, remexeu-se sobre a cama.

Logo ROBERT aproximou-se dela:

- Oi Bella adormecida! Como se sente?

- Bem. Porque Bella Adormecida?

- Dormiu por dois dias inteiros. Achei que teria que tentar o beijo para ver se despertava. – disse sorrindo.

- Tudo isso, dois dias? E porque não tentou?

- Não queria te acordar na verdade, você estava dormindo tão calma, tinha horas que sorria. O que eu não daria para descobrir o motivo de seu sorriso.

- Você é um completo bobo.

- Sou mesmo, um bobo apaixonado. Vou chamar seus pais, com certeza vão ficar felizes em ver que acordou bem.

- Tudo bem.

Victória e Laurent entraram no quarto seguido por James.

Beijaram e abraçaram CRIS.

- Filha não sabe o quanto estamos felizes por vê-la bem. – disse Victória.

- Minha menina, cheia de coragem. – disse Laurent.

- Foi muita corajosa, CRIS, gostaria que ficasse conosco, fazendo parte do nosso quadro de alunos. – disse James.

- Também gostaria muito de ficar, mas o que os outros alunos vão dizer? A esta altura todos já devem saber o que aconteceu.

- Não se preocupe, não sabem de nada. Demos um jeito de contar uma história. Pode se tranqüilizar que tudo continua como antes.

- Pai, mãe? O que dizem? Posso ficar?

- Bom se é o que você quer, claro que sim. Sei que ficará bem aqui. – disse Victória.

- Vamos sentir sua falta em casa, querida. – falou com tristeza Laurent.

- Pai não fique triste sempre que puder irei visitar vocês. Tele-transporte tem suas utilidades. – sorriu.

Conversaram animadamente por mais algum tempo.

ROBERT não conseguia esconder a alegria que estava sentindo por CRIS continuar na escola.

No dia seguinte Laurent e Victória partiram. CRIS já estava muito bem, nem parecia que tinha passado por tantas coisas nos últimos dias.

ROBERT sempre perto, estavam muito bem juntos.

Naquela tarde:

- CRIS quero pedir uma coisa. Mas não quero que me faça muitas perguntas.

- Pedir o que?

- Hoje a noite será que pode vestir o mesmo vestido do baile?

- Para que?

- Sem perguntas eu disse. Agora responde, sim ou não?

- Isso não é bom. Mas tudo bem, confio em você.

- Combinado, mais tarde eu venho te buscar.

O que será que ele estava aprontando? – pensou CRIS.

Logo saberia.

No cair da noite, ROBERT bate á porta do quarto de CRIS, que vai atender e dá de cara com ele vestido igual ao baile.

- Pronto estou vestida como me pediu, vai me contar agora o que pretende fazer?

- Não ainda. Vou colocar esta venda nos seus olhos e vou ter levar em um lugar.

- Ahhhhhhh! Quanto suspense.

- Você vai gostar.

Assim ele fez, vendou os olhos de CRIS, e foi levando ela devagar ao lugar prometido.

No descampado ROBERT havia estendido um pano branco que estava coberto com pétalas de rosas vermelhas, para iluminar o lugar somente a luz de uma tocha.

Levou CRIS sobre o pano e tirou sua venda, deixando á sem jeito:

- Para que tudo isso?

- Bom, como no dia do baile você não terminou a dança comigo, achei que poderíamos terminar hoje, ta certo que sem música, mas acho que não precisamos dela. E espero que hoje não tenha vontade de me morder ou de sair correndo. – sorriu.

- Você realmente é um bobo, não vou te morder e muito menos sair correndo.

ROBERT a puxou pela cintura, a trazendo para bem perto, começaram a dançar, sem música, mas imaginando ela tocando como no dia do baile. CRIS estava envolvida pelo leve balançar que ele conduzia, e o perfume das rosas era suave e envolvente.

Ele deslizou sua mão pelo pescoço de CRIS tirando com cuidado o lenço que ela tinha em volta dele.

Começou a percorrer com os lábios toda a extensão do ombro até o pescoço, fazendo ela se arrepiar:

- O que está pensando em fazer comigo? – CRIS perguntou com dificuldade de concentração.

- Shiiiiiii. Não diga nada apenas se deixe levar por mim. Não vou fazer nada contra sua vontade eu prometo.

Foi deitando CRIS sobre o pano coberto de rosas.

Os beijos dele foram ficando mais intensos, mais calorosos, onde sua mão tocava sentia seu corpo se aquecendo. Ele estava sobre ela agora.

CRIS com muito custo conseguiu falar:

- ROBERT, vamos parar por aqui, ainda não é hora, ainda não estou pronta para isso, acho que sou muito nova e..............

- Tudo bem meu amor, eu vou saber esperar. – disse olhando nos olhos dela.

- Não está desapontado com isso? Isto é preparou tudo e eu sei que você já tem idade suficiente para isso e ...

- Agora quem está sendo boba é você. Não estou desapontado, como eu disse não vou te obrigar a nada. Vou esperar....

ROBERT deitou-se ao lado de CRIS, aquela noite era diferente, pela primeira vez naqueles dias, puderam observar o céu estrelado, sem as nuvens negras que sempre cobriam o lugar.

Uma estrela cadente rasgou o céu:

- Vamos fazer um pedido. – disse ROBERT.

- Vamos. – Concordou CRIS.

Fecharam os olhos e fizeram o pedido.

- O que pediu? – perguntou ele.

- Diz você primeiro.

- Tudo bem. Eu pedi que você seja minha para sempre.

- Eu já sou sua e você já é meu. Pedi para que nosso amor seja eterno e que nada nos separe.

Permaneceram abraçados, sem medo, cheio de amor um pelo outro, um amor que estava começando, mas que já era tão grande, tão intenso, que nada realmente poderia separar.

CONTINUA...

PARTE 2 - SEPARAÇÃO E REENCONTRO

Dias depois.

James chama ROBERT em sua sala.

- ROBERT! Tenho uma grande notícia para te dar, recebemos uma carta de admissão da melhor escola de bruxos do mundo. Escola de_Magia e Bruxaria de Hogwarts. Você foi admitido lá e pode começar dentro de uma semana. Não é ótimo? Todos querem estudar lá é um privilégio para poucos. E então podemos mandar a resposta, dizendo que vai?

ROBERT ficou desapontado, lógico que seu sonho era estudar lá, mas e como ficaria CRIS? Não podia pensar em ficar longe dela por tanto tempo. Pediu um tempo a James para pensar:

- James, vou pensar. Pode me dar alguns dias?

- Bom, acho que no máximo dois dias. Mas sei o que está pensando, não quer deixar CRIS, estou certo?

- Está, será que ela não pode ser admitida por lá também?

- Desculpa desaponta-lo, mas para isso eu teria que contar o que ela realmente é e eu acho que não seria prudente.

- Eu entendo.

ROBERT saiu da sala desapontado, teria que contar a CRIS e ver o que ela achava da idéia.

Encontrou-a no corredor lendo um livro, se aproximou sem jeito:

- CRIS, preciso lhe contar algo.

- O que foi? Parece triste?

- Eu fui admitido em Hogwarts.

- Isso é ótimo, é a melhor escola de magia e bruxaria do mundo. Minha mãe sempre fala nela, ela teve a chance de estudar lá uma temporada.

- É tudo de bom, mas para isso vou ter que ficar longe de você, e eu não quero. – disse pegando as mãos dela.

- Está pensando em recusar essa oportunidade por causa de mim? Não deve. Eu vou sofrer muito com a sua falta, mas vai ser ótimo para o seu futuro estudar lá e depois posso ver com James se tem como eu ir para lá também.

- Eu já perguntei a ele. E ele me disse que para isso você teria que contar o que realmente é, e ele acha arriscado.

- Entendo, mas existe o tele-transporte, posso ir te ver sempre que quiser. – disse com um sorriso.

- CRIS você não existe. – ROBERT sorriu.

- E então vai aceitar não é?

- Se me prometer ir me ver sempre, sim.

- Prometo! Afinal nada vai nos separar nem mesmo a distância.

Foram os dois dar a notícia a James, que sorriu feliz.

Foi rápido, depois de alguns dias ROBERT estava embarcando.

Na estação de trem ROBERT tinha as mãos de CRIS entre as suas:

- Espero nos ver em breve, James disse que daqui a 15 dias já poderá me ver uma vez por semana. Os 15 dias são para aprendermos sobre as regras do lugar. Não sei como vou ficar longe de você todo esse tempo. Meu coração vai ficar com você, meu amor. – com olhos marejados.

- E o meu coração vai ficar com você. Mas isso logo vai acabar, vou tentar de todas as formas ir para lá, não só ir te visitar todas as semanas. Vou dar um jeito de ser admitida lá, mesmo que para isso tenha que dizer o que eu sou. – lágrimas corriam pela sua face.

- Eu tenho uma coisa para te dar, para um lembrar do outro na verdade.

Tirou do bolso dois cordões unidos por um pingente em forma de coração. Destacou um deles e fez questão de colocar no pescoço dela e o outro colocou em si mesmo.

- É lindo, meu amor.

- Representa nosso amor, um longe do outro estamos incompletos, juntos somos um só. – sorriu.

Beijaram-se longamente antes de se separarem.

Uma separação temporária, mas que seria repleta de acontecimentos que colocariam o amor dos dois em prova.

Os dias que se seguiram foram de muito trabalho para ambos, CRIS se dedicava nas aulas de James enquanto ROBERT ficava a par de como funcionava Hogwarts.

ROBERT havia feito alguns amigos, Jasper e Emmett, se deram muito bem e andavam juntos.

As aulas eram muito interessantes e os professores muito bons.

Certo dia no refeitório ROBERT vê passar uma loira, alta, magra, cabelo curto, um tanto esnobe e com cara de fútil. Perguntou:

- Quem é?

- Ahhhhh é Paris, aluna do ultimo ano, dizem que a melhor aluna que já tiveram em Hogwarts, ela não se mistura com todo mundo não, tem o grupo dela e só anda com eles. – respondeu Jasper.

- Ficou interessado ROB? Bonita pra caramba. – disse Emmett.

- Não me interessa. Meu coração já tem dona. Dona essa que espero ver logo, não estou aguentando de tanta saudade. – disse segurando o cordão com o pingente.

- Quem é? Interessou-se Jasper.

- É uma garota linda, tem 15 anos, ficou na escola de James até tentarmos traze-la para cá, tem muito talento para magia, seu nome é CRIS, a mulher da minha vida, sinto tanta saudade e espero que na semana que vem ela venha me ver.

- Está apaixonado heim ROB. Mas não é um tanto longe para ela vir ver você toda semana? – disse Emmett.

- Nada é impossível quando a gente ama. – foi o que ROBERT disse, imaginando o rosto doce da sua amada.

CRIS pensava em ROBERT todas as noites e contava os dias para poder ir vê-lo. Seu peito doía de tanta saudade, sentia muita falta dele.

Certo dia James a chama em sua sala:

- CRIS ótimas notícias, você pode ir ver ROBERT quando quiser. Mas lá existem algumas regras básicas que vai ter que seguir. Pode usar o tele-transporte, mas sempre apareça fora da escola, e nunca no meio dos alunos. Cuidado para não descobrirem a sua origem, os alunos podem se revoltar por ter uma mestiça no meio deles, afinal são todos bruxos e lá tem a questão do rigor. Tenha cuidado. Ah e outra coisa pode ficar no máximo duas horas.

- Vou ter sim, todo cuidado. – CRIS estava sorridente e não se cabia de tanta felicidade.

Saiu correndo para o quarto, sentou na cama, e se concentrou. A ansiedade era enorme, queria ver ROBERT o mais rápido possível.

Logo que abriu os olhos estava do lado de fora de Hogwarts, era uma construção enorme e imponente.

Subiu as escadarias devagar, olhando todos os detalhes do lugar, era fascinante como sua mãe havia descrito. Mas e como acharia ROBERT naquele lugar enorme?

Lembrou do cheiro dele, sorriu, acharia pelo cheiro.

E não foi difícil, todos os alunos estavam no pátio conversando, o cheiro dele estava próximo.

Foi quando o viu ao longe cercado por amigos, conversando, foi caminhando devagar.

Jasper para a conversa e fala:

- Nossa quem será aquela que vem em nossa direção? Rosto de fada de tão linda!!!

Emmett olha e diz:

- Tem toda razão, até Paris perde para ela. Olha ROBERT, tem que ver.

ROBERT se virou e seu coração disparou de tal forma que parecia sair pela boca, era CRIS.

Correu em direção a ela enquanto ela fazia o mesmo.

ROBERT a abraçou fortemente, erguendo a do chão:

- Que saudade meu amor, não estava mais agüentando.

- Eu também, estava morrendo de saudades, tanto que mal James disse que eu podia vir que sai correndo para meu quarto e vim o mais rápido que podia.

- Vamos parar de falar........

Disse ROBERT a beijando desesperadamente sem se importar com todos que estavam a sua volta.

Jasper e Emmett observavam atônitos.

Foi Jasper quem disse primeiro:

- Bom acho que a gente estava suspirando pelo grande amor do nosso amigo ROB.

- Tem toda razão caro colega, temos que admitir que ela é muito bonita, cara de anjo, sorte do nosso amigo ROB. Queria achar uma dessas para mim. – murmurou Emmett.

De longe Paris observava a cena, não simpatizou com CRIS, seu sexto sentido avisava que ela não era o que aparentava ser. Que por trás da carinha de anjo e jeito frágil ela escondia alguma coisa.

Fora isso com a cena, pode notar ROBERT, era um homem e tanto, muito atraente, com certeza prestaria mais atenção nele e procuraria uma aproximação.

Seria interessante conhecê-lo melhor.

ROBERT pegou a mão de CRIS e caminhou em direção aos seus amigos:

Jasper, Emmet, quero apresentar a dona do meu coração. Essa é a CRIS.

CRIS esses são Jasper e Emmett meus amigos desde que cheguei aqui.

- Jasper, Emmett muito prazer em conhecê-los. – CRIS disse com sua voz suave e melodiosa, deixando ambos pasmos.

- Muito prazer. – disse Jasper.

- Prazer é todo meu – emendou Emmett.

Bom, nos encontramos mais tarde, agora vou matar as saudades, se nos dão licença. – disse ROBERT para ambos.

- Toda. – disseram eles.

- Vamos meu amor, vou te mostrar tudo por aqui. Atrás de Hogwarts, tem um imenso lago, muito bonito, podemos ficar lá por algum tempo. Quanto tempo pode ficar?

- Não muito, umas duas horas no máximo.

- Mas só isso?

- Infelizmente só, regras, e não vamos quebrá-las senão podem me impedir de vir lhe ver.

- Sim não vamos correr o risco. Ah uma pergunta que preciso fazer, como me achou no meio de tanta gente?

- Até parece que me esqueci do seu cheiro tão gostoso. – sorriu.

- Ah sim meu cheiro. Queria poder dizer o mesmo, mas como não sou um vampiro, não posso. Queria ser um para tentar morder esse seu pescoço cheiroso. – riu e saiu correndo de perto, sabia que estava provocando.

- Você continua um bobo, ROBERT.

Chegaram á beira do lago, era imenso, lindo.

Sentaram-se na grama, ROBERT puxou CRIS para perto a abraçando:

- Meu coração ficou tão apertado nesses dias. Como dói a sua distância, se não fosse à companhia de Jasper e Emmett acho que voltava correndo para você.

- Eu digo o mesmo eu me segurava para não vir antes da hora, o que me prendia eram as aulas de James, aprendi varias coisas novas.

- Olha só, quer me mostrar? Magia ou habilidades vampiricas?

- Os dois, mas será que ninguém vai nos ver?

- Não, estamos longe.

- Tudo bem.

CRIS saiu do chão, tinha conseguido levitar. Magia. Como vampira ela ficou frente a frente com ROBERT olhando em seus olhos:

- Pense em alguma coisa, mas não me diga.

- Tudo bem. ROBERT pensou, imaginou seu primeiro beijo nela.

- Está pensando no nosso primeiro beijo. – CRIS disse sorrindo.

- Comoooo... sabe?

- Sou uma vampira que lê mentes agora.

- Estou ferrado, vou ter que pensar bem quando estiver perto de você. – sorriu.

- É, mas não são todos que consigo ler, e outra nem tudo que eu vejo é a verdade, ainda tenho que praticar mais.

- Entendo, mas logo você vai estar dominando essa habilidade.

CRIS e ROBERT ficaram conversando e trocando carinhos, estavam tão envolvidos que não perceberam que Paris os observava a uma pequena distância, não tinha como ouvir a conversa, e não tinha visto a levitar, mas desconfiava que CRIS era diferente, só de olhar. Ficaria atenta na próxima visita que ela faria a ROBERT.

Foi com lágrimas que tanto ROBERT e CRIS se despediram naquele dia.

Já estavam ansiosos para a próxima vez para se verem.

Durante a semana em Hogwarts, as aulas continuavam intensas.

Mas um fato chamou atenção de todos, Paris aproximou-se de ROBERT:

- Olá acho que não tive a oportunidade de me apresentar, muito prazer sou Paris, aluna do ultimo ano. ROBERT não é? Ouvi dizer que foi admitido aqui por ser o melhor aluno da escola de James.

- É isso. – disse estranhando a repentina aproximação.

- Espero um dia destes ter o prazer de fazer alguma demonstração com você.

- Também espero, - disse ainda desconfiado.

Paris se afastou, assim como chegou, sem muitas palavras e com ar de superioridade.

- ROBERT, ROBERT, se a gente não conhecesse tão bem ela há tanto tempo, podemos dizer que ela está interessada em você. – disse Jasper.

- Verdade, caro amigo, ela nunca chegaria perto de um novato por nada. Desculpe pelo novato ROB... – falou Emmett.

- Parem com isso vocês dois, foi estranho mesmo, mas acho que ela só quis ser cordial.

- Cordial? ROB, ela nunca dá ponto sem nó, sempre há segundas intenções. – Jasper falava em tom sério.

- Cuidado, quando se menos esperar ela dá o bote. – riu Emmett.

- Sem essa, já sabem que só tenho olhos para uma pessoa.

- Sabemos, mas não desconfiamos de você, caro amigo, desconfiamos de Paris.

A conversa foi encerrada por ai.

CRIS estava em seu quarto, segurando seu pingente dado por ROBERT, relembrando todos os bons momentos que passaram juntos. Adormeceu.

“Viu-se em Hogwarts indo visitar ROBERT, como sempre procurava por ele pelo cheiro, estranhamente a escola estava vazia. Foi andando por um corredor vazio, escuro. Mais a frente viu seu amado ROBERT esperando, começou a correr em direção á ele, mas uma pessoa chegou antes, estava com o rosto coberto, mas essa pessoa foi levando ele para longe................. Tentava alcança-los, mas não conseguia..........

- ROBERT não me deixe, volta para mim..................

Acordou dizendo essas palavras e suando........

Depois de Bruce nunca mais havia tido sonhos estranhos, ficou pensativa, o que será que aquele sonho queria dizer?

Talvez fosse coisas da sua cabeça, nada a ver, tinha que esquecer aquilo, ROBERT nunca a abandonaria.

Dias depois lá estava CRIS de volta a Hogwarts para ver ROBERT.

Tentou disfarçar a preocupação que sentia por ter tido aquele sonho, afinal ROBERT estava muito atencioso. Podia ser apenas cisma boba da sua cabeça, talvez os esforços para tentar melhorar suas habilidades não estivessem fazendo bem.

A companhia dele era tudo que queria naquele momento e tratou de aproveitar.

Antes de ir embora naquele dia ROBERT a levou a uma enorme galeria no subsolo, onde havia quadros de todos os grandes bruxos que já existiram na história:

- Todos estes quadros representam os maiores bruxos que existiram, espero um dia fazer parte dessa galeria. Aqui em Hogwarts nossos diretores Carlisle e Esme são muito poderosos e rigorosos.

CRIS sentiu arrepios quando entrou na galeria, lembrou de como era parecido ao lugar do seu sonho. ROBERT notou:

- O que foi? Está sentindo alguma coisa?

- Não, de repente esse lugar me deu arrepios.

- Ei, não se preocupe está vazio, não há nenhum monstro a solta apesar do clima sombrio. – ROBERT tentou ser engraçado.

- Eu sei. Mas foi minha impressão.

- Meu amor, achei que não tivesse medo de nada. Afinal acabaria com qualquer coisa facilmente. Minha vampira-bruxa preferida. – disse abraçando fortemente.

- Pode ser, mas sabe que ainda estou aprendendo – disse procurando o calor do corpo de ROBERT.

Escondida atrás de uma das pilastras da galeria estava Paris, que sorria maliciosamente e em pensamento:

“- Então esse é seu segredo! Você é uma anormal!!! Uma mestiça, meio vampira e meio bruxa. Interessante!!! Como seria uma batalha com você? Pelo visto é uma aprendiz ainda, isso significa que se eu duelar com você posso ganhar facilmente. Isso me dará mais respeito do que já tenho.”

Paris não tinha limites, tudo que interessava a ela era ser popular, chamar atenção, ser admirada pelos outros, ser o centro das atenções. Começou a planejar como forçaria CRIS a uma batalha, assim além de revelar a todos de Hogwarts seu segredo, estava convicta e certa de que sairia vencedora.

Enquanto isso ROBERT se despedia de CRIS:

- Nos vemos na semana que vem então? Na mesma hora de sempre?

- Isso, na mesma hora de sempre.

- Vou contar os minutos para ter você novamente aqui comigo. – disse ROBERT afagando os cabelos de CRIS.

- Eu também.

Despediram-se com um longo beijo caloroso e apaixonado.

Paris sorriu, semana que vem seria a sua glória, já pensava como iria obrigar CRIS a duelar com ela. Com certeza um ciúme básico seria motivo para isso. ROBERT iria indiretamente ajuda-la nisso. Saiu dali sem ser notada.

Durante a semana CRIS sentia o coração oprimido, estava sem ânimo para nada, estava área nas aulas de James, tanto que ele notou e veio falar com ela:

- CRIS está acontecendo alguma coisa? Tenho notado que não anda prestando atenção ás aulas essa semana.

- Não sei explicar, mas meu coração anda apertado. E outro dia tive um sonho que me deixou inquieta.

- Pode me contar?

- Resumindo vi ROBERT me deixando, indo embora com outra pessoa.

- Nem todos os sonhos se tornam realidade, cuidado com o pré-julgamento, o mesmo acontece com uma cena, nem tudo parece como é. Ás vezes vemos uma coisa sem interpretar direito, ficamos com raiva e aí distorcemos toda a realidade. Nunca se esqueça disso. Sei o quanto ele ama você e sei que o sentimento que existe entre vocês é verdadeiro. Acredite sempre nele, escute o coração mesmo que a razão diga o contrário. Nem sempre a razão está certa. E então o que o coração está te dizendo a respeito de ROBERT?

- Que ele me ama e que nunca vai me deixar.

- Então acredite nele e nada mais. – sorriu James.

- É professor, é isso que vou fazer, obrigada - CRIS forçou um sorriso.

Aquela semana estava custando a passar. Mas enfim chegou o dia de CRIS ir se encontrar com ROBERT.

Ele ficava muito ansioso esperando por ela, faltava alguns minutos para ela chegar. Olhava em todos os lados esperando vê-la e toma-las nos braços.

Nisso chega Paris:

- ROBERT! Estão chamando você lá na galeria, parece urgente.

- Mas tem que ser agora?

- Pois é parece que sim, é um dos diretores querendo falar com você.

- Será que vai demorar?

- Não sei, pode ser que sim e pode ser que não. – disse cinicamente.

- Está bem eu vou lá ver. – disse ROBERT meio contrariado.

- Vou com você. – seguiu Paris, sorrindo maliciosamente.

Chegaram á galeria, não havia ninguém.

- Não tem ninguém aqui. – disse ROBERT.

- É não tem ninguém mesmo, eu queria falar com você, á sós.

- O que você quer? Diga logo. – disse ROBERT nervoso por ter sido enganado.

- Sabe. – disse se aproximando. Você até que não é de se jogar fora, é o tipo de homem que me interessa.

- Sou? Que pena, mas você não é o tipo de mulher que me interessa. – disse se afastando.

- Por que diz isso? Por que já tem uma namorada? Relaxa, não sou ciumenta, você pode fazer jogo duplo, afinal ela está tão longe e eu aqui tão perto.

Enquanto isso CRIS chegava a Hogwarts e procurava por ROBERT, alguma coisa estava estranha seu cheiro não estava vindo do pátio, mas de um lugar mais longe, foi seguindo.

- Não sou do tipo que trai quem ama!!!!!!! – disse ROBERT possesso.

- Ah nem vem com conversa fiada. Conheço os homens melhor do que imagina, são todos iguais e você com certeza não é exceção.

- Está perdendo seu tempo e fazendo perder o meu, se já acabou eu vou indo. Não tenho tempo para perder com você me dizendo asneiras. – ia se virando para ir embora quando Paris segura seu braço o fazendo voltar.

- Calma aí! Quanta pressa! Não acabei ainda, odeio que me deixem falando sozinha.

- Você é uma chata isso sim.

ROBERT estava de costas para a escada que dava acesso á galeria. Paris podia ver que alguém se aproximava, com certeza era CRIS, já que quase ninguém ia lá.

CRIS foi seguindo o cheiro de ROBERT, dava na galeria, havia uma escada de acesso, foi descendo quando viu seu amor de costas, mas ele não estava sozinho.....

Paris vendo CRIS se aproximar pega ROBERT desprevenido e dá um beijo nele.

Ele repele, mas era tarde demais, o plano de Paris estava em andamento.

CRIS sentia tanta raiva com a cena que acabara de ver que não pensou em mais nada, fez todos os vidros da escola se quebrarem pela força do pensamento, fazendo todos os alunos ficarem assustados.

ROBERT também se assustou, virou e viu CRIS na escada.

- CRIS, não é o que você está pensando........... Eu posso explicar.....

- Não tem explicação! Você não podia ter feito isso comigo. Meu sonho estava certo o tempo todo!!!!!!

- CRIS......... – disse ROBERT se aproximando.

- Fique longe de mim!!! Não quero te machucar. – disse saindo correndo pelo corredor em direção ao pátio, sem se importar com nada, nem mesmo em que os outros descobrissem quem ela era.

- CRIS não saia assim, não pode deixar que os outros saibam. – disse ROBERT preocupado.

- Mais cedo ou mais tarde todos iam saber queridinho. Disse Paris triunfante, eu só apressei as coisas. – Saiu atrás de CRIS.

Já no pátio estava o maior alvoroço por conta das vidraças quebradas, todos queriam saber o que havia acontecido.

CRIS saiu em direção ao gramado, sendo seguida por Paris que na frente de todo mundo jogou uma rajada de vento fazendo a voar longe e bater contra a parede.

Nesse momento todos os alunos se aglomeravam em volta delas.

CRIS não sentiu nada, levantou sem problemas.

- O espetáculo vai começar! – disse sorrindo. Quero que vejam a minha glória hoje. O dia em que eu derrotei uma mestiça.

Um sonoro Ohhhhhh foi ouvido, todos ali sabiam o que seria uma mestiça, embora não soubessem da existência de algum.

- Isso mesmo a namoradinha com carinha de anjo do nosso colega ROBERT é uma meia bruxa e meia vampira! Achavam que iam esconder isso? Não de mim!!!

- Você é um ser desprezível, não sabe com o que está mexendo. – disse ROBERT.

- Porque queridinho? Está com medo pela namoradinha? Fique não, vamos apenas ver até onde ela chega, até onde ela agüenta. – riu.

- CRIS não precisa fazer isso, vamos embora. Eu vou com você, não fico mais aqui.

- Não se meta nisso!!!!!!! Ela começou e nós vamos terminar. – disse CRIS colérica, não lembrava em nada a pessoa calma que era.

ROBERT sabia que aquela situação iria acabar mal.

Jasper e Emmett chegam perto de ROBERT.

- Relaxa, não vai dar em nada isso. Paris é uma exibida, daqui a pouco os diretores chegam e acabam com o circo dela. – disse Jasper.

- Acho que não, olhem eles lá de cima olhando, se tivessem interesse em terminar com isso já tinham descido. – apontou Emmett para uma das janelas superiores onde eles podiam ver Carlisle e Esme observando.

- Isso vai acabar mal, escutem o que estou dizendo. – ROBERT preocupado.

- Bom isso eu não sei, afinal escondeu de nós o que sua namorada era. – falou Jasper.

- Não podia dizer, o preconceito, e os diretores poderiam impedir ela de vir – retrucou ROBERT.

- Que sorte ROB! Namorar alguém tão diferente deve ser muito legal. – sorriu Emmett.

ROBERT ficou calado.

Paris ameaçava:

- E então vai ficar parada me olhando? Não vai fazer nada?

CRIS tinha o olhar fixo nela:

- Começa você!!!!

Paris então mandou rajadas de energia elétrica.

Nenhuma atingiu CRIS ela parecia envolta em um campo de força a protegendo.

- É tudo que consegue fazer? Falou que ia dar espetáculo, mas pelo visto não. – disse CRIS.

Ela ficou nervosa, tudo que tentava fazer não conseguia, começou a pensar que havia sido um erro desafia-la, mas não podia voltar atrás, seria sua desmoralização.

- Não cante vitória ainda, não desisto facilmente.

Com as mãos começou a fazer bolas de fogo, arremessando contra CRIS.

CRIS somente levantou uma das mãos fazendo elas se desviarem e caírem longe.

- Cometeu um erro agora.... magia errada......... – disse CRIS sorrindo.

Em questão de segundos envolveu ela e Paris em uma imensa bola de fogo, deixando ela apavorada.

Antes dela virar cinzas CRIS pode ler sua mente e ver o que ela havia armado, sentiu certo alívio em descobrir que seu amor não a havia traído.

Mas sua raiva por ela ainda não estava passando.

Do lado de fora todos olhavam assustados.

Jasper e Emmett do lado de ROBERT estavam boquiabertos.

- Eu disse a vocês que não ia acabar bem, quando o fogo cessar só restará uma pessoa e nem preciso dizer quem vai ser – falou ROBERT.

Carlisle e Esme havia descido estavam ao lado deles observando, não falaram nada.

Pouco depois as chamas foram abaixando e todos olhavam assustados, apenas CRIS estava ao centro, Paris tinha virado cinzas.

ROBERT foi ao encontro dela:

- CRIS......... está tudo bem?

- Não chega perto, não estou normal ainda, tenho medo de fazer alguma coisa contra você.

- Mas preciso saber se me perdoa, não tive culpa, ela armou tudo.

- Eu sei, eu li os pensamentos dela, sei que não teve culpa, ainda continua meu amor, minha vida.

CRIS não pode falar mais nada, Esme estava do lado dela aplicando um tipo de calmante e a fazendo desfalecer, sendo amparada por Carlisle. E sendo carregada para dentro de Hogwarts.

ROBERT fica assustado:

- O que estão fazendo? Para onde estão a levando?

- Fique sossegado vamos cuidar bem dela, logo terá noticias. – disse Carlisle.

Lá dentro CRIS é colocada em um quarto fechado, sem janelas e todo branco. Quem estava do lado de fora podia ver perfeitamente o lado de dentro. Esme tirou um pouco de sangue de CRIS, seria fascinante poder estudá-la..

Carlisle ligava para James:

- James, é Carlisle. Estou com uma de suas alunas aqui. Não devia ter omitido sua origem quando pediu autorização para ela visitar ROBERT.

- Carlisle, peço desculpas, mas não podia dizer nada, ninguém poderia saber.

- Agora é tarde para isso, todos os alunos já sabem, confesso que parte disso é culpa de nossa ex-aluna que provocou, mas agora está feito ela teve um destino infeliz por conta disso.

- Imagino o que tenha acontecido. Mas, vão deixar que ela volte para cá?

- Desculpe, mas não vamos fazer isso. Ela nos despertou certo interesse, queremos passar algum tempo com ela, observar seu comportamento, fazer algumas pesquisas. Ela está sob nossa tutela agora, assim que tivermos um parecer vamos comunicar.

- Tudo bem, vou aguardar!

- Logo daremos notícias.

Despediram-se cordialmente.

James ficou preocupado, sabia que Carlisle e Esme além de bruxos eram cientistas, estudar o desconhecido era fascinante para eles, tanto como procurar criar coisas novas. Tinha certo receio em que poderiam exigir de CRIS, mas esperaria para ver.

No quarto CRIS acordava, a visão estava horrível com aquele lugar todo branco e fechado, começou a bater nas paredes:

- Deixem-me sair! Não quero ficar aqui! Isso me sufoca. ROBERT cadê você?

- Ela tem um comportamento normal de uma pessoa humana, os sentimentos, os traços, mas olhe a estrutura de seu DNA, tem características tanto de bruxa como de vampira, sua marcas nos pulsos , é tudo fascinante. – descreveu Esme.

- Temos uma preciosidade nas mãos. Temos que manter ela aqui em Hogwarts sob nossos olhos.

- Espere me ocorreu uma idéia louca. Ela e ROBERT são namorados, certo! Imagine a possibilidade deles terem um filho, o que ele seria? – disse Esme em um momento de devaneio. Afinal não tinha filhos, era estéril e se agarrou nessa possibilidade para quem sabe ficar com o futuro filho de CRIS e ROBERT.

- Nossa seria loucura! Seria um mestiço novamente, mas com tendência maior de ter lado bruxo. Mas como faremos para convencê-los de fazer isso?

- Simples meu querido, em nome da ciência tudo é válido, chantagem. Vamos dizer que ela poderá ficar aqui com ele desde que façam o que queremos que façam. Pelo jeito se amam de verdade e não vão querer se separar.

- Combinado, vamos chamar ROBERT para fazermos umas perguntas a respeito dela e depois vamos falar com eles.

ROBERT foi chamado e logo estava ali com eles. Sua expressão era de preocuapação.

- Muito bem ROBERT. Queremos que conte tudo sobre CRIS, não esconda nada. – intimou Carlisle.

ROBERT resumiu toda a historia de CRIS.

Carlisle e Esme ficaram fascinados ainda mais em saber dos poderes que CRIS tinha, da história de Bruce e tudo mais.

Foi Carlisle quem falou:

- Temos uma proposta a lhe fazer. Pelo jeito ama muito ela. Ela pode ficar aqui com você.

- Com certeza a amo mais que tudo nesse mundo e não quero ficar longe dela.

- Ótimo, mas para isso vão ter que nos dar uma contribuição.

- O que seria? – desconfiou ROBERT.

- Somos mais que bruxos, somos cientistas e nessa condição queremos descobrir várias coisas. Pensamos e estamos estritamente curiosos em saber como seria um filho de vocês. O que ele viria a ser, que poderes teria. Então eu proponho que concebam um filho. – continuou Carlisle.

- O que? Ela só tem 15 anos e eu 17 !!! Somos novos para isso. Isso é loucura! Vamos embora daqui isso sim.

- Desculpe, mas, já avisamos James, se quiser vai ter que ir sozinho, ela está sob nossa custódia agora, só sai se autorizarmos.

ROBERT passou as mãos pelos cabelos, aflito, e agora o que fazer?

- Além de bruxos somos cientistas, e ela é um objeto de estudo e tanto. Queremos descobrir mais sobre ela e como seria um bebê de vocês dois. – completou Esme.

- Não temos escolha então, estamos na mão de vocês!

- Entenda como quiser, só estamos fazendo o que achamos que é o certo. Há anos ouvimos falar dos mestiços e de como seriam suas características e nunca tivemos provas concretas e agora que estamos diante de uma não podemos deixar passar em branco, temos que descobrir tudo que podemos. E então o que vai fazer?

- Não vou ficar longe dela, já devem saber disso. Quero falar com ela.

- Claro, pode falar com ela. Acho que já está mais calma e não vai nos dar trabalho– Carlisle foi enfático.

ROBERT entrou onde CRIS estava. Ela chorava, estava confusa:

- Me tira daqui, isto está me sufocando, não consigo me concentrar, minhas forças parecem que foram tiradas de mim, é horrível.

- Calma! Estou aqui e vamos já vamos sair, mas precisa me escutar antes. – disse ROBERT a envolvendo em seus braços.

- Você pode ficar aqui comigo, mas tem uma condição, eles querem que tenhamos um filho. – disse de uma vez.

- O que? Estão loucos! Por quê?

- Eles além de tudo são cientistas e você é um objeto de estudo para eles, por isso James não queria que soubessem sobre você,

- Vamos embora daqui!

- Não podemos. Você não pode! Carlisle ligou para James intimando ele ter omitido sobre você, agora ele tem sua custódia até segunda ordem. E eu não vou te deixar aqui.

- Podemos fugir então!

- Seriamos condenados por isso, pior James seria condenado por conta disso.

- Mato eles então.

- Meu amor, você não é uma assassina. Não pode virar uma. Matou Bruce para se defender, me defender. E Paris por conta e culpa dela mesma.

- Tem razão, não tenho coragem de matar alguém por sangue frio.

- Então, vamos fazer o que querem?

- Também não quero ficar longe de você, e se é para ficarmos juntos faço tudo que estiver ao meu alcance. Você é a minha vida.

- E você é a minha.

Carlisle e Esme entreolharam-se e sorriram satisfeitos. Mais Esme pelos planos de ficar com o bebê após ele nascer.

ROBERT e CRIS saíram.

- Fico feliz em termos chegado a um acordo. – disse Carlisle.

- Venham eu vou levar vocês para um quarto na parte de cima, é onde vão ficar a partir de hoje, separados dos outros alunos. ROBERT vai freqüentar as aulas normalmente, mas achamos melhor CRIS não aparecer por enquanto. – falou Esme.

A seguiram em silêncio.

Esme os deixou na porta de um enorme quarto de casal.

Aquilo tudo era loucura, precipitado, não estavam preparados para serem pais, ainda mais naquela situação. Não era natural, era meio que obrigação, chantagem.

- E então, e agora? – Perguntou ROBERT.

- Não sei, vou tomar um banho, estou fedendo a queimado, acho que não vai me querer assim. – CRIS tentou brincar para disfarçar o nervoso. Era tudo muito embaraçoso.

- Ha ha ha. – Vou te querer de qualquer jeito, meu amor. Mas se vai tomar um banho, vou descer e buscar minhas coisas no quarto dos meninos. Já volto.

- Tudo bem, juro que não vou desaparecer!

ROBERT entrou no seu agora antigo quarto que dividia com Jasper e Emmett, foi arrumando suas coisas rapidamente enquanto eles enchiam de perguntas:

- Está indo embora? – perguntou Jasper.

- Não, só mudando de quarto.

- Vai para onde ROB? – quis saber Emmett.

- Para o andar de cima.

- Nossa! Está importante, no andar de cima só os diretores e convidados podem ficar. – disse em tom engraçado Emmett.

- E CRIS? – perguntou Jasper.

- Complicado! Vai ficar aqui comigo. É tudo que posso dizer, e mais nada. Nos vemos na aula amanhã. – disse ROBERT saindo com suas coisas.

Jasper e Emmett ficaram se perguntando o que seria complicado.

ROBERT entrou no seu novo quarto, deixou suas coisas em um canto, fechou a porta. CRIS ainda estava no banho. Ficou pensando em tudo aquilo, tudo tão precipitado! Estava longe quando escutou a porta do banheiro se abrir.

CRIS enrolada na toalha, cabelo solto e molhado:

- Pode dizer, estou horrível nessa toalha, no mínimo ridícula, mas acho que quando planejaram isso se esqueceram que estava somente com a roupa que estava usando. – diz tentando ser natural.

- Amanhã nós vemos com eles sobre suas roupas. Mas respondendo, não está horrível, está linda como sempre. – disse puxando para si. Assustada?

- Como não estaria? Ser mãe aos 15 anos, acho que nunca pensei nisso. E quando meus pais souberem? Vai ser um Deus nos acuda. Não quero nem pensar. Mamãe ainda vai entender o lado deles, mas meu pai não, isso eu tenho certeza.

- Relaxa tudo vai dar certo, pode ser cedo para nós sermos pais, mas se é o único jeito de ficarmos juntos por enquanto não temos o que fazer.

- Pois é, o destino novamente pregando essa peça, parece que ele quer sempre testar o amor que sentimos um pelo outro. Quando seremos felizes a nossa maneira?

- Logo meu amor. Espero que logo.

Longo silêncio se fez entre os dois.

- Então. – disse CRIS um tanto nervosa.

- Hoje não vai ser tão romântico como a noite estrelada e as pétalas de rosas vermelhas em cima do pano branco no chão do descampado. – murmurou ROBERT relembrando a cena passada.

- É naquela noite você estava muito abusado viu. Foi difícil dar um não!

- E foi difícil me controlar depois que eu o ouvi. E hoje? Vou ganhar um sim?

- Não vai saber se não tentar.........

ROBERT apertou a cintura de CRIS, passou a costa da mão em seu rosto suavemente descendo pelo seu pescoço e o puxando para um suave beijo.

Os beijos começaram a ficar mais intensos e os corpos de ambos foram se aquecendo.

ROBERT foi devagar levando CRIS para perto da cama, a deitando suavemente. Desabotoou a camisa, a tirando em seguida. Ela percorria suas costas largas com os dedos sentindo cada ondulação, cada centímetro do seu corpo perfeito.

Ele abriu a toalha que envolvia o corpo dela calmamente, percorrendo o com as mãos toda sua extensão e o beijando em seguida.

Fizeram amor intensamente pela primeira vez.

Durante a noite.

CRIS sonhou:

“Estava em uma casa no meio de um campo florido, era manhã e o sol começando a surgir. Preparava a mesa do café da manhã. ROBERT dormia. De repente ouvia alguém chamar, era uma voz fina, de criança: - Mamãe!

Foi andando em direção a outro quarto, quando chegou na porta se deparou com um lindo garotinho que abriu um lindo sorriso e veio dar um grande abraço: - Já acordou Edward? Vamos tomar café?

O rostinho dele era lindo como o de ROBERT.

Aos poucos a cena foi desaparecendo.

Somente o seu nome ficou ecoando Edward... Edward.... Edward...”

- CRIS? Tudo bem? Está sonhando?

CRIS acordou com ROBERT chamando, meio atordoada ainda.

- O que?

- Estava sonhando amor. E quem é Edward?

- Parece estranho, mas acho que sonhei com nosso filho. Edward o nome dele.

- Ahhhhhhhhhh!

- Não sei, só estou dizendo que vi um garotinho me chamar de mãe e eu chamando ele de Edward.

- É um nome bonito, mas e se for menina?

- Bom mesmo sabendo que vai ser um menino, o que acha de Isabellla?

- Gostei, mas acho que vai demorar não acha, para irmos pensando nos nomes. Afinal foi só a primeira vez. Temos que praticar muito ainda. – riu.

- É pode ser, queria que minha mãe estivesse aqui para poder conversar com ela, acho que ela precisa saber o que está acontecendo.

- Pois é, estou atrasado para a aula, vai ficar bem sozinha o dia todo?

- Vou, pode ir.

ROBERT se vestiu rápido, deu um beijo em CRIS e saiu.

Esme durante a noite havia ido até James:

- James estou aqui para buscar as roupas de CRIS.

- Já vou mandar arrumar, e ela como está?

- Muito bem cuidada. Ela e ROBERT estão juntos agora.

- Diga qual foi a troca? Vocês nunca dão ponto sem nó. – disse James convicto.

- É tem toda razão James. Vão ter um bebê.

- O que? Ficaram totalmente doidos? São novos para isso! Não estão preparados.

- James! James! Sabe da nossa condição de cientistas, há anos ouvimos sobre uma mestiça como CRIS e nada sabíamos, é a nossa chance de descobrirmos tudo, e ainda mais se ela gerar um filho.

- Preciso contar aos pais dela sobre isso!!!

- Pode contar, Victória será bem recebida, afinal foi uma de nossas melhores alunas. Agora aconselho a ela não levar Laurent, afinal é um vampiro, pode nos trazer problemas, você sabe.

- Está certo. Vou falar com eles, antes dela ir para lá peço que avisem.

- Combinado.

Esme pegou as roupas de CRIS e voltou para Hogwarts.

Enquanto James foi ver se conseguia contato com Victoria e Laurent.

Tentou várias vezes o telefone, mas pelo jeito estavam fora. Deixou recado dizendo que queria lhes falar urgente.

Agora era esperar o retorno deles.

CRIS escuta batidas na porta, vestiu uma camisa de ROBERT e foi atender.

Era Esme:

- E então, como passou a noite?

- Bem...

- Fui buscar suas roupas. Mas em breve vai precisar de roupas mais largas. – sorriu. E acho que em breve terá a visita da sua mãe.

- Quando? E meu pai?

- Quando não sei querida, James vai avisá-los. Só sua mãe, seu pai na condição de vampiro não vai poder entrar.

- Entendo. – ficou desapontada.

- Bom temos uma cozinha na parte de cima, no final do corredor, vai ter sempre alguém por lá, pode pedir o que quiser, fique a vontade, só lembre-se, não descer ao pátio por enquanto.

- Está bem, Obrigada.

Esme saiu e deixou CRIS pensando. O que sua mãe ia dizer disso tudo? E seu pai como se sentiria sem poder lhe ver?

Foi tomar um banho, vestiu uma de suas roupas e foi comer alguma coisa.

Foi muito bem tratada pela cozinheira que lhe serviu várias coisas estava tudo muito gostoso.

Voltou para o quarto, arrumou suas coisas e de ROBERT nas gavetas da cômoda.

Pegou um livro para ler, mas não conseguiu ler muita coisa, adormeceu logo em seguida.

Acordou com ROBERT chamando:

- Amor! Dormindo á essa hora?

- Está cedo ainda, deixa eu dormir mais um pouquinho........

- Cedo? Já é final do dia!

Levantou assustada. Como final do dia?

- Já está anoitecendo.

- Não acredito que dormi o dia todo!

- Nossa! Haja sono heim! Vou tomar um banho, aí vamos comer alguma coisa.

- Está bem.

Assim que ROBERT saiu do banho foram comer alguma coisa.

CRIS estava meio sem fome por conta de ter dormido o dia todo, só comeu uma fruta.

Os dias foram passando.

ROBERT ia cedo para as aulas e voltava somente no final do dia.

Jasper e Emmett faziam perguntas mas ele sempre desconversava.

Duas nova alunas haviam chegado Alice e Rosalie e agora estavam de namoro com eles, então não se importavam com as esquivas de ROBERT nas respostas.

Uma semana depois.......

CRIS acordou tarde e com uma fome fora do comum, chegou na cozinha e comeu de tudo.

Esme entrou e ficou observando de longe com um sorriso. Ficaria observando CRIS atentamente. Talvez já estaria grávida.

CRIS sentou-se no corredor e ficou observando o movimento dos alunos lá embaixo no pátio.

ROBERT subiu mais cedo, não teria aula na parte da tarde, vendo ele CRIS se levantou e se sentiu tonta, sua visão escureceu, se escorou na parede.

- CRIS o que foi? Não se sente bem?

- Estou tonta. Tudo escuro. Ahhh você está cheirando estranho, nossa meu estômago está revirando com isso.

- Como assim? Estou com meu cheiro normal - disse isso enquanto cheirava a gola da camisa.

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, CRIS saiu correndo em direção ao banheiro.

ROBERT entrou atrás preocupado:

- O que está sentindo?

- Muito enjôo. Acabei de colocar tudo que tinha comido para fora.

- Isto não está certo, vou falar com Esme.

- Não, já está passando, deve ser alguma coisa que eu comi agora pouco, misturei um monte de coisas.

- Tudo bem, mas se não passar vamos falar com ela.

- Está bem, mas vai tomar banho amor, esse seu cheiro estranho, esta me deixando mais enjoada.......

- Eu vou. Mas ainda digo que não estou cheirando normal.

Na sala Esme conversava com Carlisle:

- Tenho certeza que CRIS já está grávida, pelos sintomas.

- Não acha cedo demais para ter enjôos, tonturas e tudo mais? Só tem uma semana, que estão juntos.

- É, mas você esqueceu que ela não é uma pessoa comum, sei lá pode ser que seu bebê se desenvolva mais rápido que o normal, é uma hipótese.

- Será? Isso seria extraordinário.

- Vamos ficar atentos.

ROBERT saiu do banho, CRIS dormia profundamente. Aproximou-se da cama e afagou seus cabelos. Estava com aparência pálida. Estranhou que estava coberta ate o pescoço, estava um dia quente. Puxou as cobertas a fazendo abrir os olhos:

- Estou com frio, tire as cobertas não. – murmurou.

- Meu amor está quente, não pode estar com frio. Disse enquanto tocava sua testa. Afastou a mão assustado.

- Você está tão gelada, não está bem.

- Estou sim, só estou com frio e sono, quero dormir. – mal disse isso e adormeceu.

ROBERT ficou sem saber o que fazer, se ia falar com Esme e Carlisle ou esperaria o dia seguinte para ver se ela melhorava.

Resolveu esperar. Aconchegou-se perto dela abraçou tentando passar seu calor e logo adormeceu junto.

Amanhecendo o dia, CRIS acorda melhor. ROBERT estava perto, sentiu o cheiro dele e o enjôo voltou, levantou correndo em direção ao banheiro, acordando ele:

- CRIS o que foi?

- Enjôo.........

- Você não está bem, vamos falar com Esme.

- Agora não, depois, já está passando e estou morrendo de fome agora, vamos tomar café da manhã primeiro.

- Nossa! Não estava enjoada ate agora pouco? Agora com fome. Vai te entender.

- Não enche amor, se não quer ir comigo, eu vou sozinha.

- Calma ai, não precisa ficar nervosa, eu vou junto. Credo! Nunca te vi assim. Nem na TPM.

- É pode ser isso, devo estar de TPM.

A cozinha CRIS queria de tudo.

- Vai com calma, não é á toa que anda passando mal ultimamente, mistura de tudo, e olha que tenho notado que tem engordado. – falou ROBERT meio brincando enquanto fazia cócegas nela.

- Por acaso está me chamando de gorda é? Você vai ver só. – disse CRIS indo para cima de ROBERT, que saiu correndo pelo corredor.

Esme segurou o braço de CRIS quando passou por ela no corredor.

- Não devia abusar, tem que descansar, sair correndo então nem pensar.

- Por quê?

- Acho que precisamos fazer um exame de sangue agora. Vem comigo.

- Esme para onde vai levá-la?

- Sem perguntas ROBERT, você espera aqui, já voltamos.

ROBERT ficou sem entender nada, muito menos CRIS.

Depois que Esme recolheu uma pequena amostra de sangue disse:

- Agora pode ir, se alimentar bem e descansar, mais tarde eu vou falar com você e ROBERT.

- Tudo bem.

Voltou para o quarto e encontrou ROBERT esperando:

- E então? O que ela queria?

- Sei lá tirou sangue e disse coisas tipo, alimentar-se bem e descansar e que depois vinha falar com a gente.

- Hum, então vamos fazer o que ela mandou.

- Perdi a fome com isso tudo. Estou sentindo o estômago embrulhar de novo. E estou ficando com sono, vou dormir.

- Tudo bem, vou trazer algumas frutas e deixar ai do seu lado no caso da fome voltar.

- Está bem.

Enquanto isso James recebia Laurent e Victória que estavam aflitos com o recado que ele havia deixado:

- O que é de tão urgente e importante, James? Alguma coisa com nossa filha? – perguntou Victória.

- Estávamos fora por isso demoramos a vir. – completou Laurent.

- O assunto é complicado. Rapidamente James explicou onde CRIS estava e tudo que havia acontecido.

- Não podem prender nossa filha lá. – Laurent socou a mesa com raiva.

- Calma meu amor, amanhã eu vou lá e falo com Esme e Carlisle.

James estava com receio de dizer o restante, mas tinha que dizer:

- Bom tem mais um porém. Para CRIS ficar lá eles fizeram uma troca.

- Que troca? Diga logo James. – intimou Laurent.

- É, CRIS e ROBERT devem ter um bebê.

- Não!!! Isso não!!! Minha menina é uma criança ainda, estão loucos. Não vou deixar!!! – Laurent alterado.

- Calma, temos que ter bom senso. Amanhã iremos lá e resolveremos tudo. – a calma de Victória era aparente, no intimo ela estava muito aflita.

- Lamento dizer, mas somente Victória poderá entrar em Hogwarts, sabem o motivo.

- Não vou poder ver minha filha é isso? – Laurent não se conformava.

- Infelizmente não. – lamentou James.

- Querido são regras, não vamos quebrá-las, vamos achar uma solução de tirar nossa menina de lá, tenho certeza que ROBERT vai nos ajudar. Mas por hora vai ter que ficar me esperando do lado de fora.

- Isso é um ultraje, mas tudo bem. – não quero uma guerra entre nossas raças.

- Ótimo vou ligar para Esme e dizer que amanhã cedo Victória estará lá.

CRIS dormia profundamente, quando ROBERT voltou não muito tempo depois, ficou ali do lado da cama velando seu sono e ansioso para saber o que Esme iria dizer.

Não demorou muito ela bateu na porta.

Entrou e pediu para que acordasse CRIS.

- Bem, vamos conversar. Pelo que podem perceber CRIS nesses dias não tem estado bem, acho que sente muito sono, muita fome, tontura ás vezes, e enjôos freqüentes, alteração de humor. Sabe o que significa? – Disse olhando para ela.

- Não faço idéia.

- Muito menos eu, ela reclama até que eu causo enjôos nela com meu cheiro! Protestou ROBERT.

- Só fiz o exame de sangue para ter certeza, meus queridos. Está mais que confirmado, CRIS está grávida.

- Heim??????? Mas eu acho que não deveria sentir tudo isso em tão pouco tempo. – assustou-se CRIS.

- Não mesmo, querida, mas achamos que seu bebê está se desenvolvendo mais rápido que o normal. Precisamos fazer alguns exames, ultra-som para saber. Vamos providenciar isso tudo, pode deixar, não se preocupe.

- Eeeeeeeu nem sei o que dizer. – gaguejou ROBERT.

- Bom era isso que queria dizer a vocês. Ah e sua mãe estará aqui amanhã, James avisou – Esme se retirou.

Agora não tinha volta.

Teriam que enfrentar aquela situação juntos.

Aprender juntos a cuidar do futuro bebê.

Era um desafio, mas iriam conseguir com certeza.

CONTINUA

PARTE 3 - NASCIMENTO E A PROMESSA DE UM FINAL FELIZ

CRIS desabou em prantos sendo amparada por ROBERT:

- E agora como vai ser? Não sei nada de como ser mãe. Não sei o que eles vão querer fazer com ele. E minha mãe o que vai dizer. Meu pai vai ficar muito bravo. – disse soluçando.

- Meu amor, vai dar tudo certo. Vou estar do seu lado. Vamos aprender tudo junto. Não vou deixar que eles maltratem nosso bebê. E tenho certeza que sua mãe vai dar o maior apoio e seu pai vai acabar entendendo. – disse ROBERT alisando seus cabelos e passando a mão na barriga.

Podia-se notar que já estava levemente aparecendo.

Na manhã seguinte bem cedo. ROBERT levanta com batidas na porta.

Era Victória com olhar aflito:

- CRIS, onde está?

- Dormindo ainda.

- Eu vim falar com Esme e Carlisle para tirarem essa idéia absurda de fazerem vocês terem um bebê. E ver se consigo tirar CRIS daqui.

- É eu acho que é tarde demais. – disse ROBERT sem graça.

- O que? Não me diga que já dormiram juntos?

- Bom. Pior ontem foi confirmado que CRIS está grávida.

- Meu Deus, minha menina!!!

Victória entrou no quarto, CRIS dormia, sentou do lado da cama, e passou a mão no seu rosto a fazendo acordar:

- Mãe......

- Shiiiiiiii, não precisa dizer nada, já sei de tudo. Estou aqui para ajudar, a te ensinar. – disse com lágrimas nos olhos.

- E o pai?

- Está lá fora, lá em baixo, esperando notícias.

- Não podem deixar entrar não é?

- Não querida.

- Eu tenho que falar com ele, eu contar, quero abraçar ele. – disse levantando rapidamente nem dando tempo de Victória impedir.

Rápida pulou do andar de cima para fora da escola, indo abraçar o pai.

ROBERT nada pode fazer para impedir.

- Pai.......

- Minha filha, como você está? – disse abraçando fortemente, um abraço mais que confortador.

- Mais ou menos. Já sabe o que está acontecendo não é?

- Sim por isso viemos. Sua mãe vai tentar mudar isso.

- Não adianta pai, tarde demais, estou grávida. – disse de uma vez só.

- Oh! Você é tão novinha e não sabe nada da vida, e sua mãe vai lhe contar como foi sua gravidez, não foi fácil e tenho a sensação que a sua também não vai ser.

- É eu acho que imagino, tenho sentido coisas cedo demais, intensas demais para o tempo que estou grávida.

- Pior que nem vou poder ficar perto de você, não posso entrar por causa das convenções.

- Eu sei, mas a mamãe vai poder ficar comigo, ela vai mandar notícias.

- Não vai ser a mesma coisa, mas acho que por enquanto vai ser assim.

- Não está bravo comigo?

- Não meu amor, sei que não teve culpa, foi vítima.

A conversa foi interrompida por Esme com ar de poucos amigos:

- CRIS!!!! – intimou. Perdeu a noção do perigo!!! Não pode ficar pulando do segundo andar no estado que está. Vamos voltar, pela escada agora.

- Quero ficar mais um pouco com meu pai, não pode me dar mais um tempo?

- Não!!!!! – disse pegando no braço dela.

Laurent rosnou indignado, com a atitude de Esme.

CRIS percebeu:

- Calma pai, tudo bem, eu vou com ela. Mamãe manda notícias. Te amo!!!

Laurent não se conformou com aquilo, daria um jeito de tirar a filha e o futuro neto de lá de qualquer jeito.

Chegando no segundo andar:

- Larga meu braço. – diz CRIS a Esme.

- Precisa se comportar como uma grávida normal.

- Você não manda em mim e estou longe de ser uma grávida normal. Até parece que você é a grávida. Se está pensando em tomar posse do meu filho quando ele nascer fique sabendo que não terei dó nenhuma em fazer besteira e transformar você em cinzas. – disse com raiva.

Esme empalideceu, no fundo ela realmente estava pensando nisso. Não havia engravidado por ser estéril, e desejava muito uma criança. Quando viu essa possibilidade através de CRIS se encheu de esperanças, afinal poderia ter uma criança especial, cheio de poderes. Mas manteve esse desejo para ela, nem para Carlisle contou. E agora parece que CRIS lia sua mente e descobria a verdade.

Victoria e ROBERT se aproximaram com receio da reação de CRIS que mantinha os punhos cerrados de raiva da atitude de Esme.

- Calma CRIS. – disse Victória se aproximando e a abraçando. Agora vamos para o quarto, vamos ter que conversar sobre várias coisas, você precisa descansar também. Vamos, venha. Você também ROBERT.

Entraram no quarto e sentaram-se os três na cama.

Victória começou:

- Bom, acho que precisa saber o que você vai ter que enfrentar daqui para frente. Acho que muitas perguntas vão ser respondidas nessa nossa conversa. Quero que escute com atenção. Vou contar como foi engravidar de você sabendo dos riscos que corria. Para começar quero que saiba que sua gestação não foi comum, você foi concebida e nasceu dois meses depois, por seu pai ser um vampiro, você se desenvolveu de forma muito rápida, mas por ser parte bruxa, sem maiores complicações, nosso medo era que quando nascesse seu desenvolvimento fosse acelerado e talvez você se tornasse adulta em pouco mais de dois ou três anos. Mas logo após nascer, você se desenvolveu como uma criança normal. Não apresentou nenhum dos seus dons o que nos deixou mais despreocupados.

- Por isso eu sinto todos os sintomas nessa primeira semana já, meu bebê também está se desenvolvendo rápido.

- O que já sentiu querida?

- Fome e sono fora do comum, enjôos, tonturas.

- Isso, está acelerado, quando fiquei grávida sentia vontades enormes tipo comer carne mal passada com catchup, dormia o dia todo e acredite seu pai me causava enjôos.

ROBERT riu:

- Ah então já sei de onde veio essa parte de meu cheiro causar enjôo. Só espero que não dure tanto tempo, não vou agüentar ficar tanto tempo sem poder te abraçar, te beijar. – disse olhando para CRIS.

- Não se preocupe, semana que vem a maioria dos sintomas já passou. Só vai ficar a fome imensa, pois com o crescimento acelerado vai precisar se alimentar mais vezes que o normal. Outra coisa que precisa saber é que o bebê vai consumir muito da sua energia então seus dons podem ser afetados, ficando mais fracos nos últimos dias, então perto de ter seu bebê nada de exageros, descanso fundamental. Tem uma coisa que não sei como dizer, mas vou ter que falar. Talvez por você ser uma mestiça seu bebê tenha dons logo que nasça ou até mesmo em sua barriga, se isso acontecer pode ser que ele afete algum órgão seu.

- Afetar como?

- Ele já pode ser forte o suficiente para quebrar uma costela com um chute. Seria um exemplo.

- Oh nossa! Animador mãe, mas não tem problema me curo fácil se isso acontecer, eu acho. – disse tentando manter a calma.

- ROBERT? Está bem? Parece assustado! – perguntou Victoria.

- É muita informação em tão pouco tempo e minha cabeça está fervilhando de dúvidas.

- Pergunte, se eu puder responder.

- Quando o bebê nascer ele vai ser o que? Ele vai querer beber sangue? Ou vai ser normal?

- Bom, querido, isso não posso dizer com certeza, mas CRIS quando nasceu era normal, não tinha sede de sangue.

- É até ela me conhecer e desejar o meu. – ROBERT riu, conseguindo arrancar um sorriso de CRIS.

- Mais alguma duvida? – perguntou Victória.

- Não mãe, nenhuma. Só sei que o Edward vai ser bem recebido, vou ser uma ótima mãe para ele.

- Ei, Edwad ou Isabella ser for menina.

- Esses são os nomes que escolheram? Se for são lindos para meu neto ou neta. – sorriu Victória.

- São, mas eu sinto que vai ser Edward.

- É filha, mãe sente.....

Os dias foram se passando.

Sem maiores mudanças.

Victória ficava com CRIS quase o tempo todo só saindo para levar notícias para Laurent que havia se instalado lá por perto.

ROBERT continuava a freqüentar as aulas normalmente sempre desviando das perguntas de Jasper e Emmet.

Frequentemente Esme e Carlisle faziam ultra-som e recolhiam amostras de sangue de CRIS para análise, mas todos os estudos apontavam que estava tudo normal.

Victória forneceu algumas informações da sua gravidez, respondendo a várias dúvidas deles.

CRIS já estava com uma barriga enorme quando virou o primeiro mês e já sabia mais ou menos o dia que seu filho viria ao mundo, o ultra-som confirmou, realmente era um menino, Edward.

Certa noite faltando alguns dias para o dia do nascimento, CRIS sonhou:

“Via Esme numa sala conversando com Carlisle. Ouvia claramente ela dizer que queria ficar com Edward após seu nascimento. Carlisle relutava e dizia que era errado, que iriam somente estuda-lo. Esme batia o pé e queria de qualquer forma nem que para isso fosse preciso, dar um fim em CRIS, em ROBERT em quer quem que fosse. Carlisle a chamou de louca e a acusou de estar desviando de seus propósitos, e que se continuasse com aquele devaneio desistiria das pesquisas e deixaria CRIS ir embora. Esme parecia se conformar, em seguir somente com a pesquisa.

Logo a cena se modificava. Laurent dizia: Não acredite nela, tenha seu filho longe daí, em um lugar seguro, vou te ajudar, não vou te abandonar, confie e tudo dará certo. Ao fundo só podia ver uma floresta, chovia, e uma gruta ao longe e ouvia um choro de criança.”

Acordou com o cantar de um roxinol na vidraça do quarto, os primeiros raios de sol surgiam em meio a algumas nuvens escuras se formando.

CRIS foi á cozinha, Victória não estava e havia deixado recado que voltaria no final do dia, ROBERT estava na aula. Esme e Carlisle em sua sala como sempre envoltos em pesquisas e papéis.

CRIS não se sentia muito bem com o sonho, acordou mais cansada que de costume e sem fome. Ficou um tempo pelo corredor, estava estafada, o jeito era ir para o quarto.

Passando pela porta da sala de Carlisle e Esme, viu a porta entre aberta e pode ouvir uma discussão, a mesma discussão do sonho.

Gelou, foi apressadamente para o quarto e fechou a porta, passou a mão pela barriga e temeu por Edward. O que fazer? O jeito era fugir. Mas como falar com Edward? Lá embaixo, não podia descer. A mãe não estava e só voltaria de tarde. Mais uma vez teria que tomar uma decisão importante, meio que precipitada, ignorando o que a mãe havia dito sobre seus dons ficarem fracos, se cobriu com uma manta, abriu a janela e saltou para fora de Hogwarts e saiu em disparada em direção á floresta logo mais a frente.

Durante o trajeto o tempo fechou, nuvens escuras se formaram e começou a chover, precisava achar um lugar seguro para se abrigar até a chuva passar, encontrou uma caverna depois de verificar que era segura entrou e ficou encolhida em um canto, passando a mão na barriga:

- Não se preocupe Edward, ninguém vai tirar você de mim, eu juro!

Com um de seus dons tentou acender uma fogueira, fez várias tentativas de fazer fogo e com muito custo conseguiu. Pode perceber que sua mãe tinha razão, os dons estavam fracos. Quando estivesse mais para longe daria um jeito de se comunicar com ROBERT. O cansaço era imenso, adormeceu.

Enquanto isso em Hogwarts.

ROBERT chega no quarto:

- CRIS cheguei.

Olhando em volta e não encontrando. Procurou em todos os cômodos e nada, na cozinha não estava, já tinha passado lá e pegado frutas para ela. Esme e Carlisle estavam lá também o que excluía estar na sala deles. No corredor também não. Olhou para a janela e a viu aberta. Lembrou-se da vez que a seguiu na escola de James:

- Droga! Não acredito que essa cabeça dura fugiu pela janela, e porque não me disse nada? – saiu correndo a procura de Esme e Carlisle, disse nervoso:

- O que disseram a CRIS, para ela ficar assustada e fugir pela janela?

- O que? Ela fugiu? Não dissemos nada. – retrucou Esme.

- E agora? O que vamos fazer? Ela sozinha, não sei para onde foi, com seus dons fracos e a ponto de nosso filho nascer? – ROBERT impaciente.

Esme e Carlisle se preocuparam. Carlisle olhou para Esme que entendeu seu jeito. Com certeza CRIS havia escutado a discussão de cedo. Foram conversar na sala.

ROBERT foi até a entrada esperar por Victória e assim que chegasse sairiam à procura de CRIS mesmo não tendo a mínima idéia de onde estaria.

Na sala Carlisle preocupado:

- Está vendo o que causou? Sabe da gravidade disso? Agora tanto CRIS e o bebê correm risco, sua vaidade em querer a criança pode acabar trazendo a morte de ambos.

- Não seje exagerado!CRIS é meio vampira, portanto imortal.

- Não se esqueça que seus dons estão restritos e fracos, está vulnerável a qualquer coisa agora, inclusive ao risco de morte!!!!!!!!

- Está bem, você pode ter razão, mas o que vamos fazer?

- Temos que encontra-la o mais rápido possível.

- De que jeito se não sabemos para onde foi?

- Ela tem que tentar se comunicar com a mãe ou ROBERT é o único jeito.

Carlisle saiu aborrecido deixando Esme com remorço, anos para achar uma mestiça e agora poderiam perder em questão de horas. Seu egoísmo era a causa disso.

Na gruta CRIS acorda com Edward se mexendo mais que de costume, começou a falar com ele:

- O que foi? Porque está tão agitado hoje? Está nervoso não é? Mas nós vamos conseguir. Vou levantar e vamos andar mais um pouquinho, tudo bem? Ai eu falo com o papai e ele vai nos ajudar.

CRIS se levantou e sentiu uma grande pontada nas costas e por baixo da barriga a fazendo gemer de dor, voltou a se sentar.

- Edward, não me diga que quer nascer já. Será que não pode esperar mais um pouco?

As pontadas mais fortes na barriga, respiração começou a ficar acelerada, sentiu que a bolsa havia estourado.

- Aiiii meu Deus, o que eu faço?

Começou a tentar manter contato com ROBERT, mas estava complicado se concentrar com as dores mais fortes............

Victória retornava a Hogwarts e ROBERT já a esperava na entrada, viu que havia acontecido alguma coisa, ele veio logo dizendo:

- CRIS fugiu. E não sei para onde foi. Ela deve ter ficado assustada com alguma coisa que escutou de Esme ou Carlisle. – lágrimas nos olhos.

- Ela não devia ter feito isso, lembra o que eu disse sobre a limitação dos dons, desgaste nos últimos dias de gestação, ela corre riscos imensos agora. Temos que acha-la e logo ou será tarde demais tanto para ela como para o bebê.

ROBERT ficou pálido com que Victoria acabara de dizer, poderia perder seus dois grandes amores de uma vez só.

Victória por telepatia falou com Laurent que em fração de minutos já estava lá do lado deles:

- Vamos procurar, não temos tempo a perder, vou tentar pelo seu cheiro, mas como choveu a pouco pode ser que demore mais para descobrir a direção.

Cada minuto que se passava era um tormento.

Laurent demorou, mas achou a direção:

- A floresta! Ele saiu correndo o mais que pode.

Victória movia-se por tele-transporte levando ROBERT.

CRIS não estava agüentando de tanta dor que sentia, havia chegado a hora de Edward nascer e estava sozinha. Por um rápido momento conseguiu mentalizar Laurent:

- Pai. Me ajuda...... – foi o que conseguiu sussurrar com muita dificuldade, estava muito fraca.........

Laurent ouviu seu apelo e seguiu a direção. Passando a Victória em seguida.

Laurent encontra CRIS na gruta:

- Minha filha, - entre lágrimas. Porque você foi fazer isso?

- Esme quer roubar meu filho de mim... não deixa pai......... não deixa.... Edward quer nascer....... mas não tenho mais forças........

- Shiiiiiii não se preocupe. Não vou deixar. Precisamos tirar você daqui rápido.

Victória e ROBERT chegavam.

- Está fraca demais, respiração muito irregular e acho que Edward quer nascer – disse Laurent.

- Não vai ter jeito temos que fazer o parto aqui mesmo. – disse Victória.

- Aqui? Como? – ROBERT apavorado.

- Não temos saída. Sinto dizer, não sabe o quanto dói isso, mas ou fazemos Edward nascer ou tanto CRIS como ele morrem... – Victória com lágrimas nos olhos.

- Está dizendo que vamos ter que fazer isso aqui? Não!! – indignou-se ROBERT.

- ROBERT! Laurent tocando seu ombro. Não temos escolha. Temos que tentar. Aqui mesmo. Temos que ser realistas. Para Edward nascer CRIS precisa reunir o restante das forças que tem e receio que ela não vai agüentar, ela nesse momento está sem dom algum. E se ela não fizer isso morrem os dois.

ROBERT colocava a cabeça de CRIS sobre suas pernas e segurava suas mãos enquanto lágrimas escorriam por sua face:

- Não....... não posso perder nenhum dos dois....... não posso.

- CRIS, está me ouvindo? – disse Victória. Olha vou te pedir para fazer toda a força que conseguir, tire ela de onde não tem, precisamos trazer Edward ao mundo, sei que é forte suficiente para isso, tem muita coragem e agora vamos precisar de tudo isso.

CRIS escutou. Tinha que fazer de tudo para Edward nascer nem que para isso tivesse que morrer.

ROBERT sentiu ela apertar sua mão mais forte que podia, em dias normais isso quebraria todos seus ossos, mas naquele momento era como um aperto qualquer. Reuniu todas as forças que lhe restavam para que seu filho nascesse.

Um choro forte foi ouvido...

Logo Victória tinha Edward nos braços, lindo, forte e saudável. Laurent a ajudava a enrolar em sua camisa.

ROBERT tinha os olhos cheios de lágrimas olhando seu filho, voltou seu olhar para CRIS:

- Conseguiu meu amor, nosso filho é lindo.

Mas as mãos de CRIS foram se afrouxando das dele, sua respiração foi diminuindo o compasso, sua pele ficando fria.......

- Não, não vai CRIS, tem que voltar, não pode me deixar, não pode deixar Edward. Nós precisamos de você. Lute meu amor. – sustentava suas mãos no rosto dela suplicando para que lutasse pela vida.

Como um flash back CRIS via todos os momentos importantes passando pela sua frente...... o carinho dos pais........... o encontro com Bruce........... a descoberta de seus dons......conhecendo ROBERT.......... as aulas com James.......... dançando com ROBERT....... a luta com Bruce.......... a despedida na estação......... o reencontro com ROBERT em Hogwarts.......... o duelo com Paris............. a proposta de Esme e Carlisle........... a primeira noite com ROBERT............ a descoberta da gravidez.............. os sonhos revelando os planos de Esme.........vendo seu filho grande a chamando de mãe e ela o chamando de Edward................ Não, não poderia morrer assim, queria cuidar do filho, queria ficar com ROBERT............ queria ter uma vida feliz ao lado deles.... se agarrou a isso e foi encontrando forças não se sabe de onde, foi voltando.................

ROBERT tinha o rosto colado ao seu e chorava. Murmurava entre soluços:

- Não me deixa, meu amor, não me deixa.........te amo tanto....

CRIS sussurou:

- Também te amo... não vai se livrar de mim tão fácil assim..........

ROBERT beijou suavemente os lábios de CRIS. – sorriu por ela ter escutado seu apelo.

Laurent estava abraçado a Victoria, ambos sorriam felizes tendo Edward nos braços, que também parecia sorrir.

ROBERT pegou CRIS nos braços, iriam para onde Laurent estava morando temporariamente, depois voltariam para casa dos pais dela.

- Deixa que eu carrego ela. – disse Laurent. ROBERT, você vai com Victória e Edward.

- Tudo bem. – disse ROBERT passando CRIS.

No meio do caminho dão de cara com Esme e Carlisle.

Laurent:

- ROBERT pegue CRIS novamente – disse nervoso e se postando na frente de Victória que segurava Edward.

- Calma, não queremos fazer nada, só queremos saber se está tudo bem. – diz serenamente Carlisle.

- Bem? Como acha que poderia estar tudo bem? É só olhar para CRIS, sem forças para nada, só não está morta agora porque é muito forte apesar de tudo que passou!!!! Acha que foi justo com ela? È apenas uma garota de 15 anos que foi colocada diante de uma situação que poderia ter acabado em tragédia!!!!! – esbravejou Laurent.

- Erramos, nós admitimos isso. Mas era em favor da ciência. – falou Esme.

- Espero que sua ciência se conforme em não saber mais sobre nossa filha e nem sobre Edward. Eles não ficam mais com vocês, ela vai para casa. E se tentarem alguma coisa juro que tanto sua raça como a minha vão ficar sabendo que quase mataram duas pessoas inocentes por conta de pesquisas. E acho que não seria nada bom isso. Não vão querer uma guerra declarada. - continuou Laurent.

- Tudo bem, tem toda razão. Não vamos impedir, só peço que nos mantenham informados sobre o que acontece com os dois, será que é pedir demais? – perguntou Carlisle.

- Não. Pode deixar mandamos noticias frequentemente. Eu mesma me comprometo a isso. – falou Victória.

- Obrigado! – disse Carlisle desaparecendo com Esme em seguida.

- Agora vocês vão poder viver suas vidas, sem preocupações e vão ser felizes. – disse Victória lançando olhar terno sobre ROBERT segurando CRIS.

Dias depois............

CRIS estava se recuperando bem, embora ainda de cama.

ROBERT a mimava de todas as formas possíveis, refeições na cama, lia livros, cantava, tocava violão e muitos carinhos e afagos.

Carlisle e Esme cumpriram o combinado e se contentavam com as notícias mandadas por Victória.

Edward era um bebê quietinho, rosto corado, não dava trabalho algum e crescia normalmente.

Victória e Laurent eram avós corujas, cheios de cuidados.

CRIS não via a hora de sair daquela cama e poder cuidar do seu bebê.

Só ficou bem o suficiente um mês depois.

Cuidava de Edward com muito carinho, olhando seu rostinho, via muita semelhança com ROBERT.

ROBERT também estava se esforçando para ser um bom pai, ajudando CRIS em tudo.

Em uma manhã, Edward dormia no berço. CRIS também dormia.

ROBERT entra no quarto carregando uma linda bandeja de café da manhã, e acorda CRIS com um beijo:

- Que lindo amor! Café na cama. Aí tem coisa! Vai dizendo logo!

- Não vale ler o que estou pensando! É surpresa!

- Tudo bem, não vou ler, desde que diga logo o motivo para tanto agrado!

- Bom, eu acho que devemos ter nossa própria casa, nosso canto, não podemos ficar a vida inteira dependendo dos seus pais. Como estou perto de fazer 18 anos eu posso administrar a herança deixada por meus pais agora. E posso comprar uma casa para nós no lugar que quiser. Bom resumindo, eu sei que ainda não tem idade para isso, mas vou fazer o pedido mesmo assim. Quer casar comigo? – disse ROBERT atropelando as palavras de tão rápido que disse tudo isso.

- Bom, confesso que estou surpresa com isso, e realmente tem razão, ainda estou com 15 anos...

- Eu sei, mas eu queria fazer tudo direitinho. – disse ROBERT manhoso.

- Não faça essa cara de cachorro abandonado! – riu CRIS.

- E então estou esperando sua resposta.

- Hum deixa eu pensar....... – disse fazendo cara de suspense. Lógico que sim. – sorriu.

ROBERT não se cabendo de felicidade se jogou sobre CRIS, batendo a mão sobre o abajur do lado da cama e fazendo o cair no chão causando um grande barulho.

- Shiiii vai acordar Edward!

- Ah desculpa, fiquei tão feliz que me esqueci deste pequeno detalhe.

- Seu bobo!!!

Levantaram-se os dois e foram ver se ele tinha acordado, mas não dormia serenamente feito um anjinho.

Dois anos depois........

CRIS acordou e foi fazer o café da manhã, ROBERT dormia e Edward também.

Lá fora os primeiros raios de sol despontavam no horizonte iluminando o imenso campo florido em volta da casa em que estavam morando já fazia algum tempo.

Tudo estava na mais perfeita paz, estava feliz, amava cada dia mais e mais ROBERT, Edward crescia normalmente e era uma criança cheia de vida, alegre e muito amoroso e inteligente.

Colocava o café sobre a mesa quando escuta:

- Mamãe!!

Foi em direção ao chamado.

Entrou no quarto de Edward.

Ele sorria e vinha de encontro de braços abertos dar um abraço.

- Já acordou? Vamos tomar café?

- Mas antes vamos acordar o dorminhoco do seu pai.

CRIS pegou o no colo e entrou sem fazer barulho no quarto, caminhou bem devagar até a cama.

- Um, dois, três........ agora - disse sussurando para Edward e os dois pularam em cima de ROBERT ao mesmo tempo.

ROBERT se assustou com isso:

- Ei, isso não foi nada romântico! Ser acordado dessa maneira. - disse bocejando.

- A gente não ia nem te acordar para começo de conversa, íamos somente eu e Edward tomar café.

- Nossa! Que consideração heim!

- Brincadeira amor! A gente ia te acordar de qualquer forma, somos uma família, fazemos tudo junto. - CRIS disse enquanto Edward ia abraçar ROBERT.

Assim se seguiram os dias, todos sendo dias felizes.

Em uma tarde o sol estava se pondo.

CRIS, ROBERT e Edward foram no alto da montanha observar o pôr do sol.

Sentaram-se sobre a grama baixa ainda quente, aquecida pelo sol do dia todo.

ROBERT abraçava CRIS enquanto Edward se divertia correndo atrás de uma borboleta.

Aos poucos o sol foi se pondo e as primeiras estrelas despontavam, uma leve brisa fresca e perfumada pairava no ar.

- Preciso dizer uma coisa. - disse CRIS em tom sério.

- O que foi? Está preocupada?

- Seu cheiro está me dando enjôo! - sorriu...

- Não me diga que..... - disse passando a mão sobre a barriga dela.

- É sim, Isabella a caminho. - disse com olhos marejados.

- Família completa, disse puxando CRIS para mais perto e Edward que vinha abraçar os dois.

A noite caia já, céu todo estrelado e uma linda lua cheia.

Uma estrela cadente corta o céu.

- Vamos fazer um pedido. - disse CRIS.

Fecharam os olhos.

- O que pediu? – perguntou ele.

- Diz você primeiro....

- Tudo bem. Eu pedi que você seja minha para sempre.

- Eu já sou sua e você já é meu. Pedi para que nosso amor seja eterno e que nada nos separe.

- Notou que renovamos nosso pedido?

- É sim.

ROBERT beijou CRIS longamente e com todo amor. Edward dormia recostado no colo dela.

Finalmente era uma família completa e feliz.

Todos os problemas que passaram ficaram para trás.

Amor renovado mais do que nunca, agora era esperar a chegada de Isabella, que somente ia somar mais uma felicidade á eles.

Afinal o que o Coração uniu, nada separa!

Fic By Cristina Shimazaki






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